sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Review - Fenix PD 35






Nesta página ficam apenas os tópicos que serviram de apoio ao vídeo. Se pretendem informação detalhada e testes de imersão em água, vejam o vídeo acima.







Filosofia de Uso
  • Luz de emergência
  • Arma de defesa


Dimensões e peso
  • Comprimento Total -  139 mm
  • Diâmetro - 25,4
  • Peso sem baterias - 87 g


LED - Cree XM-L 2 (U2)








Baterias - 2 baterias CR123A de 3V ou uma bateria recarregável 18650 de iões de lítio.


Modos de operação e tempos de bateria
  • Eco - 10 ANSI Lumens - 140 h
  • Baixo - 45 ANSI Lumens - 29 h
  • Médio - 170 ANSI Lumens - 7,75 h
  • Alto - 450 ANSI Lumens - 2,5 h
  • Turbo - 850 ANSI Lumens - 1,25 h
  • Strobe - 850 ANSI Lumens


Distância - 185 m (anunciados pelo fabricante) 92 m (reais)


Fiabilidade - 5, numa escala de 1 a 5

Qualidade de construção
  • Resistente a quedas até 1 m
  • Submersível até uma profundidade de 2 m
  • Construída em alumínio aeronáutico
  • 5, numa escala de 1 a 5


Ergonomia - 4, numa escala de 1 a 5


Facilidade de utilização - 5, numa escala de 1 a 5


Valor - 4, numa escala de 1 a 5.
Design  - 4, numa escala de 1 a 5


Classificação final - 5, numa escala de 1 a 5







Filosofia de uso. Como todas as lanternas, esta serve para iluminar coisas. Devido às suas dimensões e peso, não a considero uma boa opção para trazer no bolso para utilização no dia-a-dia. Para esta utilização a Preon P2 é uma muito melhor opção. Considero-a, no entanto, uma excelente opção como luz de emergência, em caso de falha de energia, ou numa emergência rodoviária, para trocar um pneu, em caso de furo, à noite.


Esta lanterna pode também ser usada como arma de defesa. Está provado que 70, ou mais lumens provocam cegueira temporária num ser humano. A PD 35, no modo mais alto debita 850 lumens e, por causa disso, pode ser usada numa situação de defesa pessoal, permitindo-nos cegar temporariamente um adversário e fugir de uma situação complicada, ou defendermo-nos de outro modo. Como tem memória do último modo usado, se a desligarmos no máximo sabemos que ela se irá debitar 850 lumens ao ligar.


A PD 35 mede 139 mm de comprimento, 25,4 mm e diâmetro e pesa 87 g. Na caixa, para além da lanterna, vêm o-rings extra, uma cobertura de borracha para o botão de ligar /desligar, uma bolsa de transporte, e o manual de utilização .


O LED que dá alma a esta Fenix é o Cree XM-L 2 (U2). Este é um LED extremamente potente, havendo fabricantes a extrairem mais de 1000 lumens deste diodo.


Claro que todos estes lumens consomem muita energia e as pilhas “normais” não conseguem alimentar estes LED de alto débito. Esta lanterna é alimentada por 2 baterias CR123A de 3V ou uma bateria recarregável 18650 de iões de lítio. Esta necessidade de baterias especiais pode ser uma desvantagem pois, estes tipos de baterias não se encontram tão facilmente quanto as AAA ou AA. Apesar disto, as pilhas CR123A são relativamente fáceis de encontrar e não descarregam facilmente se não forem usadas. Nenhum de nós aqui no Piratices tem experiência com as pilhas CR123A.







Nós temos preferência pelas baterias 18650, recarregáveis. Apesar de um de nós ter experiência com baterias e carregadores não protegidos contra sobrecargas, não vamos falar nestes nem os vamos recomendar por serem potencialmente perigosos. Apenas recomendamos baterias protegidas e carregadores compatíveis.


As baterias que usamos nas nossas lanternas são Senybor de 3100 mAh e EagleTac de 3400 mAh. As SenyBor aguentam cerca de um ano sem perder a carga. Não temos dados relativos às EagleTac. O carregador usado para carregar as baterias é o Nitecore i4 que permite carregar, de forma inteligente, quase todos os tipos de baterias existentes.


Aproveito para deixar um aviso relativo às baterias UltraFire e TrustFire. Estas baterias apresentam valores mais altos de mAh do que as baterias de qualidade e preços muito menores. Isto pode parecer apelativo, mas diversos testes efetuados indicam que se tratam de baterias de má qualidade, que podem explodir e causar danos pessoais e materiais. Testámos uma Ultrafire completamente carregada na Fenix PD 35 e esta apenas ligou nos modos mais baixos, não conseguindo atingir o modo Alto e Turbo. A Ultrafire não teve quaisquer problemas quando colocada numa lanterna barata de fabrico chinês. Testámos outras baterias Ultra e Trustfire com resultados inconsistentes. Em alguns casos não notámos diferença face às baterias de qualidade, noutros conseguimos usar todos os modos da PD 35, mas notámos menos intensidade de luz.


Em relação às baterias, recomendamos o uso de baterias de qualidade, com proteção, e desaconselhamos o uso das Ultrafire e das Trustfire, de baixa qualidade e que produzem resultados imprevisíveis nestas lanternas.









No modo eco, esta lanterna debita 10 lumens durante 140 h. Isto pode parecer pouco mas, na realidade acho demasiada luz para o modo mais baixo. Acho os 2,2 lumens que a Preon produz ideiais para pequenas tarefas e longa duração. No modo baixo, produz 45 lumens durante 29h. No modo  médio, produz 170 lumens durante 7,75 h. o modo alto produz 450 lumens durante 2,5h e no máximo, produz 850 lumens durante 1,25h.


Esta lanterna tem 2 botões, o botão de ligar / desligar que fica na base da lanterna e o botão de modo que fica na parte frontal. Circulamos pelos vários modos carregando uma única vez no botão de modo. Se mantivermos este botão premido acedemos ao modo strobe.


A Fenix indica que, no modo máximo, o feixe desta lanterna atinge uma distância de 185 m, mas diversos especialistas dizem que se deve considerar apenas metade do valor indicado pelas várias marcas para se obter um valor mais aproximado da realidade, o que, neste caso, ronda os 92 m. Nos testes que fiz consigo ver a luz refletida nos sinais de trânsito a mais de 400 m. O seu feixe ilumina umas árvores a cerca de 120 m de distância do sítio onde faço os testes. Infelizmente a câmara do iPhone não capta a luz a esta distância.


Para por as coisas em perspetiva, podemos comparar esta PD 35 com a gigantesca Maglite 3D que é várias vezes maior.. Sim, o 3D que dizer que leva 3 pilhas D, das grandes. A Maglite produz apenas cerca de 70 lumens, ou seja, 12 vezes menos do que a PD 35 debita! A única vantagem da Maglite face à PD 35 é como arma de impacto.








A qualidade de construção merece 5 numa escala de 1 a 5. É construída integralmente em alumínio aeronáutico, de qualidade irrepreensível. Cumpre todas as normas IPX-8, o que quer dizer que é resistente a quedas até uma altura 1 m e a imersão até 3 m de profundidade. A Fenix dá garantia de 2 anos a todos os componentes.


A ergonomia merece 4 em 5.  Só não merece o 5 porque não se segura na vertical, permitindo iluminar uma área como se fosse uma vela.


Quanto à facilidade de utilização recebe também 5 em 5. A lanterna liga-se sempre no último modo utilizado e é muito fácil navegar pelos vários modos recorrendo ao botão secundário.


Apesar de ser cara, considero que tem uma boa relação qualidade / preço.  Não consigo encontrar no mercado nenhuma outra lanterna tão pequena, leve, potente, bonita e bem construída. Merece 4 no campo do valor. Só não merece o 5 porque existem concorrentes tais como a Thrunite TN 12 (2014) com características muito semelhantes e preço mais baixo.


Considero o seu design bastante apelativo. Classifico-a com 5 numa escala de 1 a 5.


A classificação final resulta num merecido 5 em 5. A única coisa negativa que lhe aponto é o preço que é algo elevado face à concorrência.




A Fenix PD 35 e respetivas baterias, podem ser adquiridas na Amazon de Espanha, a um preço muito competitivo, usando este link:







E lembrem-se, não se deixem apanhar!