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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Bem vindo ao Piratices



O objectivo deste site é a partilha de algum conhecimento na língua de Camões. Falamos de viagens, de fotografia, de armas, do tiro, de facas e de outros temas que consideramos interessantes.

É usado o sarcasmo, a linguagem obscena e insultuosa na escrita dos textos. O objectivo deste tipo de linguagem é apenas criar algo parecido com humor e, em caso algum, se pretendem insultar ou ofender pessoas, etnias ou religiões.

Se achas que podes ficar ofendido ou melindrado, por favor não entres no site. Caso tenhas menos de 18 anos por favor não entres no site.



domingo, 28 de agosto de 2005

Crackar WPS Wireless


Queres net grátis mas é cada vez mais difícil arranjar uma rede wireless desprotegida? Já quase ninguém tem a rede protegida por WEP Key e o stkeys já não funciona com os routers mais recentes? Começas a ficar com medo de ter que começar a pagar por uma ligação à Internet? Não desanimes, chegou o milagre porque todos esperávamos.

Desde há já vários anos que todos os routers wireless para poderem ter o selo “WiFi Certified” têm que ter o protocolo WPS ativo por defeito. O WPS ou WiFi Protected Setup é um protocolo que simplifica a configuração da rede wireless entre o router e os clientes , sejam eles portáteis, smartphones ou outros equipamentos.

O grade problema do WPS é que foi desenhado com o objetivo principal de ser fácil de usar, descurando a segurança. O WPS permite que o utilizador configure o equipamento terminal, colocando apenas uma palavra passe com 8 caracteres numéricos. Posteriormente o router envia a WPA KEY para o equipamento cliente, sem que o utilizador saiba essa mesma key ou tenha que a introduzir.

Num mundo perfeito, esta palavra com 8 caracteres numéricos é temporária e o WPS apenas está ativo quando se prime um botão no router mas, num mundo gerido pela ganancia, em que os fabricantes recorrem a todos os meios ao seu alcance para reduzir custos, esta chave é estática e está impressa na parte de baixo do router.

É a pensar nestes fabricantes que surgiu uma aplicação, de nome “Reaver” que consegue atacar os router por força bruta e descobrir as chaves WPA, devolvendo a WPA Key no final do ataque. Apesar de ser um ataque por brute force, o reaver pode demorar no máximo 3 ou 4 dias consecutivos, demorando habitualmente muito menos que isso. Também ao contrário de outros ataques deste tipo, o reaver não é muito exigente ao nível do CPU, um netbook  fraquinho consegue ser tão eficaz quanto o mais poderoso dos i7. Isto deve-se ao facto de se aproveitar das vulnerabilidades do protocolo ao invés de ir tentando todas as combinações possíveis para a chave WPA.

Vamos então por mãos à obra e começar a crackar umas chaves. Se tens mais que um neurónio no cérebro já deves ter percebido que esta é uma ferramenta que só funciona em Linux, portanto deixa de ser mariquinhas e instala o Linux no teu PC. O reaver funciona em qualquer distribuição Linux.  Neste tutorial vamos usar o Ubuntu 10.10 de 64 bit.

Vamos partir do principio que já tens o Ubuntu instalado no PC e que, apesar de não ser fundamental, também já tens o Kismet instalado e configurado para a tua placa wireless.

Todos os comandos são corridos como ROOT para facilitar a sua execução. Esta não é a forma mais segura de trabalhar e não deve ser usada como norma. A forma ideal será usar o prefixo "sudo" antes de cada comando que necessite privilégios de root e apenas não é usado aqui porque algumas das aplicações, como é o caso do kismet, não funciona desta forma.

- Abre uma janela de Terminal, e muda para o utilizador ROOT com o comando “su -”, seguido da password de ROOT.

-Instala os pré requisitos para o reaver:
        apt-get install aircrack-ng
        apt-get install python-pycryptopp
        apt-get install python-scapy
        apt-get install libpcap-dev

-Faz download da versão mais recente do reaver para a diretoria “/root”.

-Descomprime a aplicação com o comando “tar zxvf reaver-1.4.tar.gz”.

-Abre a diretoria reaver-1.4 com o comando “cd reaver-1.4”.

- Abre a diretoria source com o comado “cd src”.

-Configura e compila o rever com o comando “./configure && make && sudo make install”.

Agora que já tens o reaver instalado, chegou a altura de passar à ação.

Usa o kismet ou outra qualquer aplicação do género para identificares a rede wireless a atacar e o MAC ADDRESS do router alvo.





Vê o tutorial crackar MAC Filtering para obteres ajuda na configuração e utilização dos kismet.

-Depois de teres copiado o MAC ADDRESS do router podes sair do kismet e colocar a tua placa wireless em modo monitor com o comando “airmon-ng start wlan0”. A  tua placa de rede pode ter um nome diferente da minha (wlan0), deves ter este facto em atenção.

-Vamos agora ao ultimo passo que é por o reaver a crackar o WPS, executando o comando “reaver -i mon0 -b 00:1B:FC:78:51:96 -vv”.

Verifica se o reaver consegue identificar o router e começar a efetuar as tentativas. Routers com chave WPS variável, como os da Apple ou com botão para ativar o WPS não são vulneráveis a este ataque e o reaver não consegue iniciar o ataque.

Depois de iniciado o ataque, o reaver vai mostrando o progresso em forma de percentagem. Atenção que este processo pode demorar vários dias. Se for necessário podes parar o reaver, desligar o PC e, mais tarde, continuar o processo a partir do ponto onde tinhas parado. Quando o ataque estiver completo, o reaver devolve-te  a chave WPA ou WEP da rede onde estás a tentar entrar:

[+] Sending WSC NACK
[+] Pin cracked in 79293 seconds
[+] WPS PIN: '15789723'
[+] WPA PSK: 'C5609569627D8EEA3334FE3D4C4CD2054EF3A6EE47FCCE5A9E51961177489854'
[+] AP SSID: 'default'


Agora é só pegar na chave e configurar a rede wireless.

Quem é amiguinho, quem é?





The end.


E lembrem-se, não se deixem apanhar.



Descobrir WPA em Router Thomson ADSL


Isto ainda não é o tutorial para crackar chaves WPA em geral, lamento mas ainda ainda não encontrei um modo à prova de bala para isto. O que este tutorial ensina é a descobrir a chave WPA que vem configurada por defeito em todos os routers da Thomson comercializados em Portugal pela MEO e pela Vodafone. Apesar de funcionar em cerca de 90% dos casos, há várias coisas que podem correr mal:

Testamos todas as chaves possíveis e nenhuma delas funcionar. Provavelmente o utilizador alterou a chave WPA que vem configurada por defeito.

Podemos descobrir a chave WPA (a maioria dos utilizadores não se dá ao trabalho de alterar as configurações iniciais), conseguir acesso ao router, mas não conseguir aceder à Internet. Isto deve-se ao facto de muitos clientes apenas contratarem o serviço de TV.

A Thompson usa um algoritmo para gerar os SSIDS e respetivas chaves WPA com base no número de série do router. Um hacker (desses a sério), de nome Kevin Devine, descobriu a chave que o algoritmo usa para gerar as chaves e os SSIDs e criou um software para simplificar o processo. É desse software que vamos falar em seguida.

O software chama-se STKEYS e pode ser sacado daqui. Em seguida extrai o conteúdo do ficheiro ZIP para a raiz da partição C: e acede à linha de comandos para começares a brincar. Este software apenas existe para Windows, mas podes sempre usar o VmWare em Mac ou Linux.

Está disponível uma versão do STKEYS para MAC  OS X no site do TCB13. Podem encontra-la aqui.

Vamos imaginar que tens a rede com o SSID “ThomsonAB15E2” ao alcance, mas que a mesma está protegida por WPA. Vamos pegar na parte hexadecimal do SSID (AB15E2) e passá-la como parâmetro do STKEYS. O STKEYS irá devolver as possíveis chaves WPA. Em seguida basta testá-las todas até que uma delas nos dê o tão almejado acesso.

Ex: stkeys ab15e2





Caso não consigas aceder à Internet após estabelecer ligação à rede, pode ser devido à tua vítima não ter subscrito esse serviço. Para teres a certeza podes aceder à página interna do router e verificar a conectividade. Os dados de acesso standard são os seguintes:

IP: 192.168.1.254
Username: administrator
Password: 3!play

Após login, vai a Ligação de banda larga > Serviços de Internet > verificação de conectividade. Caso o output seja o que mostro na imagem seguinte, tiveste azar, e tens que escolher outra vítima.





Existem vários sites que te permitem fazer o cálculo da WPA dos Thomson e, apesar de partir do princípio que se queres aceder uma rede que não é a tua é porque não tens acesso à net, vou colocar o link para um deles abaixo:



Caso necessitem de entrar na página de administração do router, aqui ficam os dados de origem:

Username: Administrator
Palavra-Passe: 3!play

Como alternativa existe ainda o Master User, para os casos em que o utilizador muda a password de administração. Usem estes dados:

Thomson TG784 e TG787 (MEO):
Utilizador: sumeo
Palavra-Passe: m30acc355

Microuser
Username: microuser
Password !C0nf16,M30

Informação fornecida pelo TCB13 . Podem visitar a página dele, aqui.


The end.


E lembrem-se, não se deixem apanhar.


sábado, 27 de agosto de 2005

Alterar MAC Address


Antes de tentares crackar uma rede wireless ou tomar uma atitude ofensiva numa rede que não seja tua, deves alterar o MAC Address para ser mais difícil chegarem até ti. Por outro lado, se o teu objectivo é tomar duche com uma centena de homens nus e acidentalmente deixares cair o sabonete, nesse caso, este artigo não é para ti. Este processo é também conhecido como MAC Address Spoofing.





Vamos começar pela plataforma mais fácil, o Linux. Basta  usar os seguintes comandos na shell:

$ “sudo ifconfig eth0 down hw ether DE:AD:BE:EF:CA:FE”
$ “sudo ifconfig eth0 up”





Para os utilizadores de Macintosh. Digo Macintosh para não confundir com Media Access Control que é o que queremos alterar. Resumidamente, vamos alterar o MAC Address do teu MAC:

Acede ao terminal e verifica qual o teu MAC Address actual:

$ “sudo ifconfig en1 | grep ether

Agora tens que desligar a tua placa wireless, mas sem a desactivar. Para isso precisas de mandar a tua placa de rede ligar-se a uma rede que não exista. Clica no ícone da rede e escolhe a opção Join Other Network.







Em seguida Escreve o nome de uma rede que não exista, e clica Join.






Após clicares Join, podes fazer Cancel pois o objectivo era apenas desligar a placa de rede e acabaste de o fazer.

Agora que já desligaste a tua placa wireless da rede onde se encontrava ligada anteriormente, volta ao terminal e altera o teu MAC:

$ “sudo ifconfig en1 ether DE:AD:BE:EF:CA:FE”


Agora volta a confirmar o teu MAC Address com o seguinte comando:

$ “sudo ifconfig en1 | grep ether”


Se correu tudo bem, já deves ver o MAC novo.


Para o Windows existem várias formas de alterar o MAC. Creio que a mais fácil é a seguinte:

Saca o MadMACs.

Vai a linha de comandos e corre o comando “getmac” para veres o teu MAC actual

Executa o MadMACs e dá OK  ou YES em todas as questões que ele te colocar excepto na última: “Set MadMACs to run from its current location on startup?”. O MadMACs vai varrer e alterar o MAC Address de todas as tuas placas de rede usando um MAC aleatório. Se responderes sim à última pergunta, o MadMACs executa-se no startup e altera o teu MAC sempre que ligares o computador.

Desactiva e volta a activar a tua placa de rede.

Volta a correr o comando “getmac” e já deves ver um MAC Address diferente.
Atenção que em todas as técnicas abordadas acima, o MAC Address original é reposto após o reboot da máquina. É extremamente importante não te esqueceres disto!


The end.


E lembrem-se, não se deixem apanhar.


Crackar MAC Filtering


Este tutorial ensina a crackar as redes Wi-Fi protegidas apenas com MAC filtering no router. Usa-o apenas para testar a segurança da tua rede. Aceder a redes alheias e ser apanhado é ilegal e totalmente desaconselhado. Espero que ninguém se lembre de usar este tutorial para se vingar do filho da puta do vizinho do 11º andar nem para ter Net à borla e sem limite de downloads.

Como já deves ter percebido, muito do texto foi reciclado do tutorial "Crackar WEP KEY". Na verdade até ao final dos Kismet o tutorial será quase igual. Este alentejanos são mesmo preguiçosos!

Durante todo o processo será usado um portátil com o Linux Mint instalado. O Linux Mint Baseia-se em Ubuntu e pode ser descarregado daqui. O Linux Mint é 100% compatível com o Ubuntu, com a vantagem de ser mais fácil de utilizar, já vir preparado para a descodificação de ficheiros de vídeo e de ter configurados repositórios de software que no Ubuntu são opcionais. Utilizadores mais avançados (geeks) poderão usar o Ubuntu, mantendo-se todo o processo igual, apenas podendo haver diferença na instalação das aplicações necessárias.

Qualquer destas distribuições de Linux deve instalar o driver da placa Wi-Fi automaticamente. Existe ainda o Backtrack que vai na versão 3, e que funciona como bootcd, tendo já todo o software necessário instalado. A vantagem de usares um bootcd é que não precisas de instalar o linux em dual boot nem perdes espaço na partição principal. A grande desvantagem é que não podes personalizá-lo.

Todos os comandos são corridos como ROOT para facilitar a sua execução. Esta não é a forma mais segura de trabalhar e não deve ser usada como norma. A forma ideal será usar o prefixo "sudo " antes de cada comando que necessite privilégios de root e apenas não é usado aqui porque algumas das aplicações, como é o caso do kismet, não funciona desta forma.

Parte-se do princípio (provavelmente errado) que todos os leitores têm um cérebro maior que uma ervilha, como tal usa-se o Mint na sua língua original. Se este não for o seu caso, pode alterar o idioma do Mint para português, mas os comandos na shell não podem ser traduzidos.

1- Abrir uma shell
Clicar com o botão do direito do rato no ambiente de trabalho e escolher a 4ª opção, "Open Terminal".






A partir deste ponto ir-se-á trabalhar sempre dentro da linha de comandos (shell).
Os comandos são apresentados dentro de aspas e pode ter necessidade de os adaptar aos seus dados particulares.

2- Activar o user ROOT

$ "sudo passwd root"

Colocar a password do user actual
Colocar a password desejada para o user root e repetir a password de root como segurança.

3- Alternar para o user ROOT
$ "su -"
Em seguida deve colocar a password de root.

3- Instalar o Kismet
# "apt-get install kismet"
Caso seja pedida confirmação deve confirmar com a tecla "y".

4- Configurar o Kismet

Para facilitar recomendo que a edição deste ficheiro seja feita via ambiente gráfico, usando um editor de texto.
Editar o ficheiro /etc/kismet/kismet.com e substituir a linha pela correspondente à placa que estás a usar

"source=none,none,addme"

Ex: "source=iwl3945,wlan0,intel" para uma placa Intel 3945


5- Usar o kismet para descobrir uma rede a atacar

O Kismet é um detector de redes wireless 802.11, é um sniffer e um sistema de detecção de intrusões. Se não sabes o que isto quer dizer, procura no Google. Vamos usá-lo para encontrar redes wireless nas proximidades, para recolher informação sobre os respectivos routers e utilizadores. Abre o Kismet.

# "kismet"






Et voilá, como se de magia se tratasse, começam a aparecer no ecrã potenciais vítimas. Obra do diabo com toda a certeza.

Carregar na tecla "espaço" para fechar o ecrã de boas vindas, carregar na tecla "s" para abrir o menu de ordenação e carregar na tecla "c" para ordenar as redes descobertas por canal.

Deixa o kismet uns minutos a scanar as redes e analisa as que têm clientes logados, pois vamos usar o MAC ADDRESS de um destes clientes para aceder à rede mais tarde. O Kismet marca as redes sem encriptação a Amarelo.

Selecciona a rede que queres crackar e carrega na tecla "ENTER". Valida o nome da Rede (SSID) nível de encriptação, o MAC ADDRESS do router (BSSID), o canal em que está a emitir e o número de clientes activos na rede.





Podes também ver informações relativas aos clientes que se encontram ligados a um determinado router. Isto é útil para acederes a redes não encriptadas e apenas protegidas por MAC ADDRESS FILTERING. Carrega na tecla "c".Copia um MAC ADDRESS que esteja logado na rede, mas tem atenção para não usar o MAC do Router!





Agora que já identificámos a vítima, está no hora de fechar o Kismet com as teclas "shift Q" e passarmos à acção.

6- MAC ADDRESS Spoofing

Sabemos que o router onde nos queremos ligar apenas aceita os MACs listados na sua configuração. Após a utilização do Kismet descobrimos um MAC que é permitido pelo router, portanto o que temos que fazer é alterar o MAC ADDRESS da nossa placa para o MAC permitido pelo router. No Linux basta executar o seguinte comando:

# "ifconfig eth1 hw ether 00:13:CE:43:8D:40"

Em Window$, a alteração pode ser feita no registry, no software de configuração da placa Wi-Fi ou usando software de terceiros. Aqui está um exemplo de um software para fazer MAC Spoofing.

No caso do linux, a alteração não é permanente, de cada vez que o computador é reiniciado, a placa retoma o MAC original. No Window$ a alteração fica gravada no registry, tendo que se reverter manualmente para o MAC original ou reinstalar o window$.


7- Ligar à rede
Agora que já alterámos o MAC, basta ligarmo-nos à rede alvo usando exactamente o mesmo método que usaríamos para nos ligar a uma rede onde tivéssemos acesso legítimo.



The end.


E lembrem-se, não se deixem apanhar.

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

Crackar WEP Key



Este tutorial ensina a crackar as redes Wi-Fi protegidas com chave WEP. Usa-o apenas para testar a segurança da tua rede. Aceder a redes alheias e ser apanhado é ilegal e totalmente desaconselhado. Espero que ninguém se lembre de usar este tutorial para se vingar do filho da puta do vizinho do 11º andar nem para ter Net à borla e sem limite de downloads.

Os autores deste site demoraram cerca de 3 meses (e muitas garrafas de whisky) a fazer o trabalho de investigação e a construir este tutorial.

Durante todo o processo será usado um portátil com o Linux Mint instalado. O Linux Mint Baseia-se em Ubuntu e pode ser descarregado daqui. O Linux Mint é 100% compatível com o Ubuntu, com a vantagem de ser mais fácil de utilizar, já vir preparado para a descodificação de ficheiros de vídeo e de ter configurados repositórios de software que no Ubuntu são opcionais. Utilizadores mais avançados (geeks) poderão usar o Ubuntu, mantendo-se todo o processo igual, apenas podendo haver diferença na instalação das aplicações necessárias.

Qualquer destas distribuições de Linux deve instalar o driver da placa Wi-Fi automaticamente. Existe ainda o Backtrack que vai na versão 3, e que funciona como bootcd, tendo já todo o software necessário instalado. A vantagem de usares um bootcd é que não precisas de instalar o linux em dual boot nem perdes espaço na partição principal. A grande desvantagem é que não podes personalizá-lo.





Todos os comandos são corridos como ROOT para facilitar a sua execução. Esta não é a forma mais segura de trabalhar e não deve ser usada como norma. A forma ideal será usar o prefixo "sudo " antes de cada comando que necessite privilégios de root e apenas não é usado aqui porque algumas das aplicações, como é o caso do kismet, não funciona desta forma.

Parte-se do princípio (provavelmente errado) que todos os leitores têm um cérebro maior que uma ervilha, como tal usa-se o Mint na sua língua original. Se este não for o seu caso, pode alterar o idioma do Mint para português, mas os comandos na shell não podem ser traduzidos.

1- Abrir uma shell
Clicar com o botão do direito do rato no ambiente de trabalho e escolher a 4ª opção, "Open Terminal".





A partir deste ponto ir-se-á trabalhar sempre dentro da linha de comandos (shell).
Os comandos são apresentados dentro de aspas e pode ter necessidade de os adaptar aos seus dados particulares.

2- Activar o user ROOT

$ "sudo passwd root"

Colocar a password do user actual
Colocar a password desejada para o user root e repetir a password de root como segurança.

3- Alternar para o user ROOT
$ "su -"
Em seguida deve colocar a password de root.

3- Instalar o Kismet
# "apt-get install kismet"
Caso seja pedida confirmação deve confirmar com a tecla "y".

4- Configurar o Kismet

Para facilitar recomendo que a edição deste ficheiro seja feita via ambiente gráfico, usando um editor de texto.
Editar o ficheiro /etc/kismet/kismet.com e substituir a linha pela correspondente à placa que estás a usar

"source=none,none,addme"

Ex: "source=iwl3945,wlan0,intel" para uma placa Intel 3945


5- Usar o kismet para descobrir uma rede a atacar

O Kismet é um detector de redes wireless 802.11, é um sniffer e um sistema de detecção de intrusões. Se não sabes o que isto quer dizer, procura no Google. Vamos usá-lo para encontrar redes wireless nas proximidades, para recolher informação sobre os respectivos routers e utilizadores. Abre o Kismet.

# "kismet"






Et voilá, como se de magia se tratasse, começam a aparecer no ecrã potenciais vítimas. Obra do diabo com toda a certeza.

Carregar na tecla "espaço" para fechar o ecrã de boas vindas, carregar na tecla "s" para abrir o menu de ordenação e carregar na tecla "c" para ordenar as redes descobertas por canal.

Deixa o kismet uns minutos a scanar as redes e analisa as que têm mais trafego, pois é impossível crackar uma rede sem tráfego.

Selecciona a rede que queres crackar e carrega na tecla "ENTER". Valida o nome da Rede (SSID) nível de encriptação, o MAC ADDRESS do router (BSSID), o canal em que está a emitir e o número de clientes activos na rede.






Podes também ver informações relativas aos clientes que se encontram ligados a um determinado router. Isto é útil para acederes a redes não encriptadas e apenas protegidas por MAC ADDRESS FILTERING. Carrega na tecla "c".





Agora que já identificámos a vítima, está no hora de fechar o Kismet com as teclas "shift Q" e passarmos à acção.

6- Instalar o aircrack-ng
# "apt-get install aircrack-ng"


7- Colocar a placa em modo monitor no canal do router a crackar:
airmon-ng start “nome da placa wireless” “canal”
Ex: # “airmon-ng start eth1 3”

8- Usar o airodump-ng para capturar pacotes IVs
Usa a seguinte sintaxe para começar a capturar pacotes 802.11:

aerodump-ng --ivs --channel "número do canal" --bssid "mac router" -w "nome do ficheiro a gravar " "nome da placa de rede WI-FI".

EX: # "airodump-ng --channel 3 --ivs --bssid 00:13:90:06:FF:C2 -w default eth1"

Se tudo correr bem, o Aerodump-ng deve começar a capturar os pacotes. A coluna que interessa é a coluna #Data. Esta coluna refere-se aos pacotes IVs (Initialization Vector). Tem que ser reunido um grande número de IVs. A maioria da literatura que se encontra sobre este assunto diz que se têm que capturar entre 50000 e 200000 IVs, no entanto, nos testes que fiz consegui crackar WEPs com pouco mais de 10000. O truque está em nunca parar de capturar pacotes enquanto se vai tentando crackar a chave.





Dependendo do volume de tráfego existente na rede alvo, este processo pode demorar cerca de uma hora até vários dias, portanto vai sacar pornografia e vai bater uma para ajudar a passar o tempo. Sim eu sei que se estás a ler isto, de certeza que não tens namorada nem mulher. Provavelmente nem sequer gostas muito de mulheres...

Para tentar acelerar o processo de captura de IVs numa rede sem tráfego nem clientes associados podes usar os seguintes comandos noutas janelas de terminal:

8- Numa segunda janela de consola vamos gerar falsas associações de clientes ao router que queremos atacar:
aireplay-ng -1 20 -e [ESSID (nome da rede)] -a MAC DO ROUTER -h 33:33:33:33:33:33 Placa de rede
Ex: # “aireplay-ng -1 20 -e default -a 00:98:33:30:6F:26 -h 33:33:33:33:33:33 eth1”

9- Numa terceira consola vamos por-nos “à coca” por pedidos ARP que serão posteriormente retransmitidos aumentando bastante a velocidade de captura dos IVs. Pode demorar algum tempo até que o aireplay-ng consiga capturar os primeiros pedidos ARP.
Usa o seguinte comando: aireplay -3 -b MAC DO ROUTER -h 33:33:33:33:33:33  PLACA DE REDE
Ex: # aireplay-ng -3 -b 00:98:33:30:6F:26  -h 33:33:33:33:33:33  eth1


Ainda com o Airodump a correr, começa a fazer tentativas para crackar a rede usando a informação recolhida. Mesmo que tenhas que parar o Airodump sem o número necessário de IVs, podes sempre repetir o comando que é criado um novo ficheiro de IVs com um número sequencial acima. Já consegui crackar chaves WEP com 8000 IVs, portanto, sem parar nenhum dos 3 comandos executados anteriormente, vai tentando repetidamente correr o aircrack-ng até que este consiga crackar a WEP.


10- Usar o aircrck-ng para crackar a chave WEP

Usa a seguinte sintaxe para crackar a WEP:

aircrack-ng -a 1 -b "mac do router" -n "bits de encriptação" "ficheiro de IV´s"

EX: # "aircrack-ng -a 1 -b 00:98:33:30:6F:26 -n 64 default-*.ivs"

Esta linha faz com que o aircrack use todos os ficheiros com nome a começar em default e com a extensão .ivs para tentar crackar uma chave de 64 bits. Caso o Aircrack não tenha sucesso, deve-se tentar com a encriptação de 128 bits e / ou capturar mais IVs. Caso o Aircrack consiga crackar a chave, mas mesma é mostrada no fundo do ecrã. A partir de agora é só usar o seu software favorito para gestão de redes wireless e ligar-se com os dados devolvidos pelo Aircrack-ng.





The end.


E lembrem-se, não se deixem apanhar.