domingo, 22 de abril de 2007

Maldivas




Factos:

Republica das Maldivas

Capital: Male

Língua Oficial: Dhivehi (Dialecto derivado do árabe) e Inglês.

Presidente (2007): Maumoon Abdul Gayoom.

População: 385,925

Moeda: Rufiya

Fuso Horário: UTC +5h

Eletricidade: 220V, 50Hz e 110v, 60Hz







Independência: 26-07-1965 (de Inglaterra).

Esperança média de vida: 73 anos

Alfabetização: 96,3%

Quando ir: Todo o ano!

Clima: Tropical quente, húmido de Novembro a Março; chuvoso de Junho a Agosto.



Maldivas – 22-04-2007 a 30-04-2007

O nosso principal objectivo era descansar, passar uma semana de resort sem fazer rigorosamente nada, e é com grande satisfação que digo que conseguimos. Ilhas paradisíacas, paisagens lindíssimas, resort de luxo e muito namoro.

Como material fotográfico levámos uma Nikon D70 com objectiva Nikkon 18-70mm, uma Canon S50 com saco submersível da Ewa Marine e uma Panasonic DMC-FX07. A Nikon e a Canon estiveram sempre ao nível esperado, já a Panasonic se revelou uma decepção. Apesar da fantástica lente da Leica, a qualidade das imagens revelou-se sempre medíocre, com as imagens demasiado comprimidas, demasiado processadas e perdendo demasiado detalhe quando observadas ao pormenor. Uma nota positiva para a qualidade aceitável do vídeo produzido pela Panasonic.



Dia 0 -  22-04-2007 - Lisboa - Londres - Doha - Male

Alvorada às 05:30h para chegarmos com antecedência ao aeroporto. O voo para Londres estava marcado para as 10:00h, na TAP. Foi a primeira vez que voei na TAP e fiquei bastante bem impressionado. O serviço é decente, a comida boa e não perderam as bagagens. Foi a primeira vez que voámos sem que se pudessem levar líquidos a bordo. Em todos os aeroportos perdemos uma eternidade na segurança e tivemos que repetir os mesmos controlos já feitos no aeroporto de origem.

O voo de Heathrow para Doha partia às 15:05h. Depois dos habituais e cansativos controlos de segurança, lá conseguimos embarcar. Eu já tinha lido coisas bastante positivas da Qatar Airways, a Vaselina estava um pouco apreensiva, mas passou-lhe depressa. O avião era excelente, as hospedeiras eram novas, bonitas e competentes, todos os lugares tinham sistema de entretenimento individual a bordo, com jogos e filmes para ajudar a passar o tempo. Nunca tinha voado numa companhia que oferecesse este tipo de luxos na classe económica.



A Qatar Airways é uma companhia muçulmana, como tal, nos ecrãs principais existe indicação regular da direcção e distância de Meca para que os fiéis possam rezar. Apesar se ser uma companhia muçulmana, as hospedeiras (já disse que eram bem bonitas?) estão constantemente a oferecer bebidas alcoólicas.

Após a viagem de cerca de 7h, chegámos a Doha, voltámos a passar pelos controlos de segurança. Após passar pela segurança, sentámo-nos num banco a arrumar os documentos e a tentar perceber para onde nos devíamos dirigir de seguida. Fui abordado por um casal português que me perguntou se há pouco não trazia uma mochila de equipamento fotográfico... Foi aí que me apercebi que tinha me tinha esquecido da mochila junto das máquinas de raio X. Fui lá rapidamente recuperá-la e fomos para a nossa porta de embarque para a última etapa da nossa viagem. Infelizmente não fiquei com o contacto deles e não lhes posso sequer pagar um jantar. O nosso voo partiu pontualmente às 00:45h (hora local) do dia 23-04-2007.



Dia 1 - 23-04-2007 - Meeru

Após mais uma viagem de 04:40h chegámos ao aeroporto internacional de Malé. Imediatamente após recolher as bagagens, já fora do aeroporto, fomos recebidos por um agente de turismo / governo que verificou os nossos passaportes e os bilhetes de regresso a Portugal e se “ofereceu” para nos guardar toda a documentação. Ainda tentámos argumentar, mas todas as nossas tentativas foram em vão. Esperemos que quando chegar a hora da nossa partida nos devolvam os passaportes e bilhetes. Este foi um dos poucos episódios que nos lembrou estarmos numa ditadura.

Agora já “só” faltava um transfer de barco para a nossa ilha, Meeru. Estava completamente cansado e a Vaselina não estava melhor. Finalmente chegámos ao paraíso! Ao sairmos do barco dirigimo-nos a uma espécie de bungalow para fazermos o check-in e um briefing sobre as instalações e os nossos direitos. Um dos nossos direitos era uma viagem de barco com duração de 3 dias com passagem por várias ilhas que partia dentro de aproximadamente 2h. Nós chegámos à ilha, cerca das 07:00h e a partida era às 10:00h. Estávamos exaustos e a precisar de um banho - tivemos que recusar. Faríamos depois um outro cruzeiro de 2 dias.

Finalmente conseguimos “quarto”, e para lá nos dirigimos. O nosso quarto era uma “Jacuzzi Water Villa” que em português quer dizer uma casa enorme assente sobre pilares na água, com jacuzzi (como se percebe pelo nome...), um quarto enorme, uma especie de hall, um WC enorme e umas escadas com acesso directo ao mar. Se o objectivo é fazer os hóspedes sentirem-se especiais, conseguiram.



Após explorar minuciosamente as instalações, tomámos um banho refrescante, fiz a barba e dormi durante cerca de 10 minutos enquanto esperava que a Vaselina se despachasse. Como não dormia há cerca de 24h aproveitava todos os momentos mortos para “passar pelas brasas”. Sempre que a Vaselina ia ao WC eu dormitava 30 minutos...

Finalmente estávamos prontos para sair, equipados com os fatos de banho e as barbatanas, saímos pelas escadas que davam acesso ao mar. A nossa ilha é das mais pobres ao nível da vida marinha, tem poucos corais e poucas espécies de peixe. Existem várias excursões diárias de barco para fora da nossa ilha (cerca de 800m ao largo) onde existe muito mais fauna.

Apesar da pouca via marinha, são facilmente observáveis raias, sweet lips, clown fishes, moreias, tubarões, titan tiger fishes, devil lion fishes, entre outros que não conseguimos identificar.




Com o conjunto Canon e saco aquático Ewa Marine, saímos decididos a incomodar todos os peixes nas proximidades. Como tinha lido que de todos as criaturas marinhas das Maldivas os tubarões eram as menos perigosas, decidimos ir chateá-los primeiro. Os tubarões gostam de andar pelas zonas mais escondidas e sombrias em busca de presas. Fomos encontrá-los debaixo dos bungalows e das pontes de madeira. O tubarões de pontas brancas e de pontas pretas são, normalmente, bastante pequenos, mas ainda vimos vários com cerca de 2m. São bastante curiosos e passam por nós a grande velocidade. A única coisa que assusta (e de que maneira) é quando se dirigem directamente para nós, desviando a trajectória no último momento.

Após esta interacção com os tubarões fomos almoçar ao buffet. A comida era decente, mas bastante abaixo das expectativas para um local tão caro e exclusivo. Depois do almoço, mais snorkeling. A coisa que mais me impressionou foi a temperatura da água (entre 26º e 28º), chegando em algumas zonas a ser demasiado quente. Passámos a tarde dentro de água sem nunca sentir frio ou desconforto.




Ao final da tarde, tomámos banho, vestimos o traje de noite (qualquer coisa que não seja o fato de banho) e jantámos no buffet. À noite existem as actividades típicas dos resorts, mas nós, que já não dormíamos há bem mais de 24h fomos directos para a cama. Ainda tivemos forças para dar uma rapidinha.




Dia 2 - 24-04-2007 - Meeru

Acordámos para um dia encoberto. Decidimos tomar o pequeno-almoço na esplanada mas, sensivelmente a meio, tivemos que fazer uma retirada estratégica, devido a uma forte chuvada. Aproximadamente 5 minutos depois a chuva passou e o sol apareceu. Aproveitámos um pouco da manhã para explorar a nossa ilha (uma das maiores das Madivas). Inscrevemos-nos para algumas das actividades gratuitas (Golf, kayak e windsurf), reservamos lugar no cruzeiro gratuito de 2 dias e aproveitámos alguns minutos de mar antes do almoço.

Uma das coisas verdadeiramente irritantes acerca da nossa da nossa ilha é a infindável quantidade de regras impostas. O pequeno-almoço tem que ser entre as X e Y horas, o almoço é servido entre as horas H e I, sendo sempre intervalos relativamente curtos. Os hóspedes de uma zona da ilha não podem frequentar o self-service da outra zona! Qual é a dificuldade em perceber que as pessoas que vão para um resort descansar querem fugir a regras e horários?



Da parte da tarde mais snorkeling com todo o tipo de peixes, entre os quais o perigoso Titan Tiger Fish, conhecido por ser territorial, por perseguir e morder os apêndices expostos (nariz, orelhas, etc) dos mergulhadores, chegando mesmo a provocar reacções alérgicas mortais em algumas pessoas. Nós, que ainda não tínhamos sido informados dos perigos, aproximámo-nos bastante de vários sem quaisquer consequências para a nossa integridade física.

Após umas horas de snorkeling fomos aproveitar os nossos 30 minutos de canoa. Nunca pensei que 30 minutos a remar custassem tanto a passar... A única coisa interessante foi uma raia enorme que nos seguiu durante algum tempo.

Terminámos o dia na piscina que não é nada de especial. É pequena, pouco funda e cheia de portugueses. Serviu para descansar um pouco e nunca mais lá voltámos...




Depois da piscina, saltámos para o nosso jacuzzi privado, ligámos o aquecimento e aproveitámos a massagem. Quase todos os nossos dias nas Maldivas terminaram no jacuzzi do nosso bungalow. Passadas algumas horas e vestidos a rigor (a Vaselina parecia uma top model), fomos jantar no buffet para não variar.

Depois de jantar tínhamos à disposição uma discoteca, vários bares (apesar de estarmos em regime de tudo incluído havia inúmeras bebidas que eram pagas à parte), e um espectáculo de danças regionais. Nós resolvemos tomar uma  bebida num bar e aproveitámos para tirar umas fotografias nocturnas - ainda bem que levei o tripé.  Estava uma noite linda com algumas nuvens, relâmpagos e trovões, mas sem chuva.

Depois da sessão fotográfica ainda houve tempo para motocross alentejano (também conhecido como sexo à bruta) e, finalmente dormir. Estávamos cansados de não fazer nada...




Dia 3 - 25-04-2007 - Meeru - Kagi

Acordámos tarde para embarcar no nosso cruzeiro de 2 dias à ilha de Kagi pois a partida era perto da hora de almoço e já tínhamos que levar o almoço no estômago na altura do embarque. Após o pequeno almoço entrámos a bordo do Gomafulhu, um veleiro com cerca de 23m de comprimento, onde já se encontrava um grade número de turistas. Logo que nos conseguiram amontoar a todos na popa do navio foi altura do briefing e da atribuição dos quartos.

Estava bastante receoso que a nossa cabina não tivesse condições nenhumas, mas qual não é o meu espanto ao ver-me atribuída a cabina da popa que tem uma janela enorme quase na linha do mar. Não se pode dizer que o quarto fosse grande, mas tinha uma boa cama de casal, casa de banho privativa, com duche, ar condicionado, uma dupla tomada eléctrica e um espaço para a bagagem. Eu e a Vaselina ficámos bem instalados e não ouvi nenhum dos  restantes passageiros a queixar-se.



Pouco tempo depois de nos instalarmos a bordo subimos para a proa do veleiro e, a primeira coisa que nos despertou a atenção foi o ruído do motor diesel que foi acelerado ao máximo até ao nosso destino. Perguntam os mais atentos - então mas isto não é um veleiro? Respondo eu - é, mas sem vento o motor diesel é chamado ao trabalho.

Passado algum tempo o barulho do motor já não incomoda muito e até já nos conseguimos abstrair da nuvem de fumo que sai do escape. Começamos a olhar para a paisagem circundante. Vimos outra ilhas, habitadas apenas por locais, vimos peixes voadores. Durante algum tempo um grupo de baleias acompanhou-nos ao largo. Passado algum tempo foram avistados golfinhos, mas nós não vimos nada.



Quando finalmente chegámos a Kagi, equipámo-nos e fomos fazer um tour de snorkeling foi nesta altura que nos avisaram dos perigos do Titan Tiger Fish e nos disseram que caso víssemos algum a nadar na nossa direcção nos devíamos virar e fugir, batendo as barbatanas com tanta força quanto possível. Avisaram-nos também que não devíamos tocar nos corais pois colocamo-los em perigo e colocamo-nos também em perigo pois muitos deles são venenosos e provocam cortes difíceis de cicatrizar.

Durante todo o tour, o único animal assustador que vimos foi uma moreia gigante que estava à porta da sua toca e não nos ligou nenhuma. Este tour valeu todos os minutos passados dentro de água pois vêm-se muitas mais espécies de peixes do que na nossa ilha. O recife de coral também é lindíssimo, e apesar de todos os sermões, não vi ninguém a ser comido vivo por um coral ou raptado por um titan tiger fish.



Após o tour de snorkeling que foi guiado pelo capitão do nosso barco (que para além destas funções também é músico, limpas as latrinas e faz ponto-cruz), tivemos uma aula de pesca nocturna a bordo. Quase todos os turistas conseguiram pescar um peixe pequeno com cara de parvo. Houve também quem pescasse peixes bastante grandes que foram comidos ao almoço do dia seguinte e até uma barracuda que ainda causou algum pânico a bordo.

Quando a pescaria foi dada por terminada, tomámos banho e dirigimo-nos para a ilha num bote de madeira onde nos esperava uma janta de buffet seguido de música (tocada ao vivo pela nossa tripulação) e danças com os turistas de outros 2 barcos que entretanto foram chegando.



Eventualmente chegou a altura de regressar ao nosso barco para dormir, mas antes ainda fizemos o habitual amor (baixinho porque as paredes eram de madeira e bem finas).

Tive algum receio de não dormir bem devido à ondulação (nunca tinha dormido num barco antes), mas dormi perfeitamente  e a Vaselina também não se queixou.




Dia 4 - 26-04-2007 - Kagi - Meeru

Ao acordar já o nosso barco navegava a todo o vapor na direcção da ilha Meeru. Pelo caminho parámos para... adivinharam... mais um tour de snorkel, onde tivemos oportunidade de ver uma tartaruga marinha ao longe. O tour durou cerca de 1 h e terminou com o almoço a bordo.





Depois de almoço ainda tivemos cerca de 1h de viagem até à nossa ilha. Durante cerca de meia hora fomos acompanhados por um grupo de golfinhos que fizeram as delícias dos turistas. Despedimo-nos da tripulação com uma boa gorjeta e fizemos novo check-in.

Ficámos alojados na extremidade oposta da ilha, nuns bungalows muito mais modernos e espaçosos. Este facto também implicou que passaríamos a fazer as refeições noutro self-service, maior e com mais gente, mas também com mais variedade. Neste restaurante, as mesas eram marcadas e partilhadas com outro casal, se viéssemos à mesma hora (acho que nunca aconteceu).

Um facto interessante acerca das Maldivas é o facto de se verem muito poucas mulheres a trabalhar. Durante a semana que lá passei, apenas vi duas. Uma estava na recepção e outra neste self-service. Até a limpeza dos quartos é assegurada por homens algo efeminados.

Apesar de estamos quase no final da tarde ainda nos equipámos para um passeio de snorkel. Mesmo em frente do nosso bungalow (o último de todos) encontra-se um rectângulo mais profundo onde se estava a tentar fazer um viveiro de corais e onde vivia uma moreia branca que chamámos de Matilde.




Quando regressámos ao bungalow já chovia bastante, mas nem isso nos dissuadiu de experimentar o novo jacuzzi que até aquecia a água e tudo.

Enquanto tomávamos duche e nos preparávamos para jantar, a chuva (torrencial) parou. Depois de jantar regressámos ao quarto para uma sessão de fotos nocturnas ao céu de trovoada e aos relâmpagos. Como regra, os dias eram quentes e secos e durante a noite formavam-se trovoadas que constituíam um espectáculo lindo.

Quando terminámos a sessão fotográfica era tempo de chichi e cama, não sem a habitual sessão de sexo.




Dia 5 - 27-04-2007 - Meeru

Após o pequeno almoço tivemos mais um tour de snorkel, desta vez de barco até um recife de coral que fica a cerca de 500m ao largo da ilha. Os nossos dias eram mesmo diversificados, de manhã snorkeling e à tarde... também. Aqui, além da habitual panóplia de peixes, voltámos a avistar tubarões de pontas pretas, completamente inofensivos.

Depois do almoço, adivinhem o que fomos fazer. Fomos assistir a uma aula de golfe gratuita. Só depois do golfe é que continuamos com o snorkel. Quando começou a escurecer passámos para o jacuzzi e eventualmente preparámo-nos para jantar e cocktails.

Está terminado mais um dia cansativo nas Maldivas. Não sei como é que conseguimos aguentar tanto tempo sem fazer nada. Apesar de ter sido um longo dia de inactividade, ainda nos sobraram forças para fazer amor.




Dia 6 - 28-04-2007 - Meeru

Desta vez ao contrário de todas as expectativas, fizemos um passeio fotográfico de hidro-avião que a Vaselina me ofereceu como prenda do nosso aniversário de namoro. O voo vai desde a nossa ilha até Malé e regressa. Apesar de caro e curto (dura cerca de 30 minutos) vale a pena pois permite ter uma visão global de todo o atol e da própria capital, que é a maior ilha de todas as Maldivas. Também é gira a sensação de descolar e aterrar na água.



Quando regressámos a terra firme, enquanto esperávamos pela hora de almoço demos mais um passeio pela ilha onde aproveitámos para fazer algumas fotos.

Depois de almoço tomámos um refresco num restaurante sobre o mar, com vista para as raias e tubarões que circulam nas imediações e lá fomos para mais um pouco de snorkel. Se bem se lembram, ainda não tínhamos calçado as barbatanas neste dia. Já quase ao final do dia assistimos à alimentação dos tubarões, debaixo das jacuzzi water villas.

Depois de jantar nova trovoada que originou a melhor foto de relâmpagos que alguma vez tirei e que não resisto a colocar abaixo.

Já pela noite dentro fizemos amor e dormimos como suínos.





Dia 7 - 29-04-2007 - Meeru - Malé - Meeru

Mais um dia que não foi começado com snorkeling. Tínhamos marcada uma excursão à capital, Malé para a parte da manhã. A viagem de barco dura cerca de 1h. Em Malé dividem-nos por grupos de acordo com o idioma falado pelo guia. Nós escolhemos o guia que falava inglês.

Malé é uma cidade com cerca de 80 000 habitantes amontoados numa ilha com 2 km de comprimento por 1 km de largura. Apesar destas dimensões parece que toda a gente tem carro, carrinha ou scooter. A cidade é um engarrafamento permanente.

O tour começa pelo palácio presidencial, do lado oposto ao palácio presidencial, podemos ver o meio de transporte oficial do presidente... um barco, claro. depois de uma breve palestra, seguimos em direcção à mais antiga mesquita das Maldivas. Os infiéis não têm autorização para entrar pelo que apenas pudemos espreitar pela porta. Cá fora podemos observar um cemitério onde estão sepultadas algumas das mais altas individualidades das Maldivas. O percurso segue na direcção da grande mesquita da 6ª-feira, a maior das Maldivas. Também aqui não entrámos, mas tal deveu-se aos nossos companheiros de tour que estavam apenas interessados em ir para as compras. Ao lado da mesquita está o Sultan’s Park que tem a montanha mais alta das Maldivas com cerca de 4 m de altura (artificial) e a única ponte das Maldivas. Dentro do parque também podemos encontrar o museu nacional que não visitámos.



Ao sair do Sultan’s Park, passámos pela residência oficial do presidente das Maldivas e para alívio dos nossos companheiros, o guia deixou-nos na zona das lojas. Eles entraram imediatamente. O guia ofereceu-se para nos levar à grande mesquita coisa que aceitámos imediatamente. Antes de entrar na mesquita tive que colocar um pano à volta da cintura pois estava de calções e estes eram acima do joelho. A Vaselina, pelos vistos, estava decente. A mesquita é bastante moderna, e despida de adornos. O guia explicou-nos como funcionam as cerimónias e o lugar dos homens e das mulheres.

Deixámos a gorjeta ao guia e lá fomos nós também gastar dinheiro nas lojas em coisas que não precisamos.

Quando estávamos de novo a embarcar para a viagem de regresso vimos o paquete Funchal a descarregar um grande número de Portugueses.





O almoço tardio foi já na nossa ilha e depois de almoço, para não variar muito passámos a tarde a fazer snorkeling. Tínhamos que aproveitar pois este era o nosso último dia no paraíso. Depois de terminar o tour, ainda nos fomos despedir da moreia Matilde que mora perto do nosso bungalow.




Depois de tomarmos banho começou a levantar-se temporal, pelo que nos dirigimos à pressa para o buffet. Depois de jantar, pagámos as nossas contas na recepção e regressámos ao quarto. Não chovia, mas o vento era bastante forte. Várias vezes cheguei a pesar que a casa assente em estacas poderia cair, tal era a forma como abanava.

Eventualmente começámos a perder o medo da casa cair e até aproveitámos os movimentos para a nossa sessão de sexo. Após o sexo, fomos dormir à pressa pois no dia seguinte tínhamos que estar prontos para o pequeno almoço às 05:00h.




Dia 8 - 230-04-2007 - Meeru - Malé - Doha - Frankfurt - Lisboa

Vimos o nascer do sol a bordo do speedboat que nos levou a Malé. Eu dormi toda a viagem, a Vaselina tirou fotografias.

No aeroporto foi mais do mesmo, chegando mesmo a tirar fotografias à mangueira que se encontra em nas casas de banho, ao lado das sanitas e que serve de alternativa ao papel higiénico. Esta mangueira é típica dos países árabes e, nos locais mais pobres e menos turísticos é a única forma de limpar o traseiro. No nosso hotel como em todos os locais turísticos existe também a possibilidade do papel higiénico. Pessoalmente não gostei muito de usar apenas a mangueira pois não gostei de ficar com as partes baixas encharcadas.

Os voos decorreram sem incidentes dignos de nota, à excepção da escala em Doha, onde havia uma tempestade de areia que não deixava ver um palmo à frente do nariz. Os funcionários do aeroporto no exterior pareciam terroristas com o nariz e a boca tapados.

The end.


E lembrem-se, não se deixem apanhar.