segunda-feira, 28 de março de 2005

México

Factos:

Estados Unidos Mexicanos

Capital: Ciudad de México

Língua Oficial: Castelhano

Presidente (2005): Vicente Fox

População: 109.955.400

Moeda: Peso Mexicano

Fuso Horário: UTC -6h no Inverno e UTC -5 no Verão

Electricidade: 110V, 60Hz.







Independência: 16-09-1810

Esperança média de vida: 75 anos

Alfabetização: 91,0%

Quando ir: Todo o ano, mas devem ser evitados os meses de Julho a Setembro devido à possibilidade de furacões.

Clima (Cancun): Tropical




Esta é a nossa 2ª grande viagem enquanto casal. Muitos do erros cometidos em Cuba já não serão repetidos aqui. As fotos terão bastante mais qualidade porque desta vez já saímos devidamente equipados com uma Nikon D70 com lente 18-70mm DX e com uma Canon PowerShot S50 equipada com um saco estanque que permite a submersão até 10m de profundidade. A qualidade do equipamento melhorou, mas a qualidade dos fotógrafos manteve-se, portanto não esperem milagres...




Dia 1 - 28-03-2005 - Portugal - México, Cancun, Quintana Roo

Partida chuvosa de Lisboa. Cedo se começou a verificar uma grande falta de competência da Euro Atlantic Airways. Depois do check-in feito, dirigimo-nos para a sala de embarque, após alguns minutos entrámos para o autocarro que se dirigiu ao avião, um Boeing 767-300. O autocarro parou perto do avião, mas as portas não se abriram. Estivemos cerca de 20 minutos (de pé) à espera que o avião ficasse pronto para nos receber.



Já dentro do avião a espera continua… um passageiro que se sentiu mal, decide não embarcar… mais 30 minutos até retirarem as malas.

Por fim, cerca das 13:30h e com mais de uma hora de atraso partimos de Lisboa, rumo a Cancun.

Durante o voo de 10:30h, a refeição demorou bastante a ser servida o que originou uma onda de protestos entre alguns passageiros mais velhos e resmungões…

Perto do final da viagem, foram-nos dados impressos para preencher, relativos a identificação pessoal e alfandega. Num desses impressos perguntava-se transportávamos armas… claro que à saída de Lisboa nos deixavam embarcar armados…e se fossemos armados até aos dentes íamos mesmo admiti-lo no formulário... Chegámos a Cancun cerca das 24h de Portugal. Fomos informados pelo comandante que eram GMT -6h no México, informação essa que estava errada… mas isso ainda nós não sabíamos.




Estes 4 hotéis estão agrupados dois a dois, estando os 2 primeiros e os 2 últimos agrupados. Nós podíamos usar todos os recursos do nosso grupo e podíamos circular pelos hotéis do outro grupo. No check-in, a tradicional bebida de boas vindas. Seguimos para o quarto com duas outras portuguesas que ficaram no bloco ao lado do nosso. O quarto 1944 era fabuloso, tínhamos uma coração feito com toalhas, obra da nossa camareira, a Ofélia, que regularmente fazia outras habilidades com as toalhas. Enquanto as malas não chegavam, aproveitámos para ver o extenso mapa do nosso grupo de hotéis a fim de decidir onde jantar – uma vez que apenas podíamos escolher entre dois buffets, escolhemos um buffet, imagine-se...

Depois do jantar fomos fazer um passeio de reconhecimento aos hotéis, fomos ver o mar, as várias piscinas e após várias tentativas de encontrar o quarto, encontrámo-lo, fizemos amor e fomos dormir. As camas eram separadas, mas nós conseguimos aninhar-nos numa e dormir confortavelmente.



Dia 2 - 29-03-2005 - Hotel Iberostar Paraiso Beach

Acordámos às 07:00h da manhã, pelo menos pelos nossos cálculos…, fomos tomar o pequeno-almoço ao buffet, e dirigimo-nos à pressa para o lobby do hotel, a fim de comprarmos algumas das excursões que pretendíamos fazer. No balcão da Lomo Travel, enquanto estávamos a pedir informação à Isabel, passou um representante da Iberojet que nos disse para não comprarmos nada ali que mais tarde viria a representante da nossa agência para nos informar das excursões.





Dissemos-lhe que apenas estávamos a ver, e continuamos a conversar com a Isabel. Ela disse-nos que poderia ficar com problemas se nos vendesse as excursões, mas isso não a impediu de chegar a vias de facto. Comprámos 3 excursões pela Lomo Travel – Chichén Itza, Xel-Ha e, como bónus, ofereceram-nos uma manhã de snorkeling nos recifes de coral.

Após as compras, fomos ao quarto guardar os bilhetes e partimos para a piscina, enorme e apetitosa. Tomámos uma bebida e como já eram quase 11:30, lá nos dirigimos contra vontade para o lobby do hotel, onde nos esperava a Vanessa, da Iberojet. No lobby, procurámos por toda a parte e não víamos ninguém, nem a Vanessa nem as portuguesas que tinham vindo connosco. Já passava um pouco da hora combinada, mas não era caso para já se terem ido embora sem falar connosco. Estranho… fomos perguntar as horas à recepção e verificámos que ainda nem eram 11:00h, ou seja ao contrário do que nos tinha sido dito, no México eram 7 horas menos que em Portugal. Esta diferença deve-se ao facto de em Portugal já ter entrado o horário de verão e no México esse apenas entrar no Sábado seguinte.



Pouco de pois das 11:30h reais, chegam as portuguesas e em seguida a Vanessa, que confirma os nossos bilhetes, passaportes e nos tenta vender algumas excursões… as portuguesas já tinham programa comprado, não estavam interessadas em nada, e nós já tínhamos comprado… apenas nos conseguiu vender a excursão a Xcaret com a possibilidade de nadar com os golfinhos. Dissemos-lhe que apenas estávamos ali para descansar, não gostávamos muito dessas coisas culturais… Quando finalmente nos vimos livres da Vanessa, almoço, praia (não era grande coisa, tinha pouca profundidade, algumas ondas e estava cheia de gente) e piscina, piscina e mais piscina!

Este dia podia ser resumido a... PISCINA.




Depois da piscina, banho, jantar, uma outra volta de reconhecimento pelo hotel e cama. O próximo dia seria em grande.

Por onde quer que andássemos, encontrávamos constantemente as duas portuguesas. Isto verificou-se ao longo de toda a viagem. Eu não acredito em bruxas, mas lá que elas existem, existem!



Dia 3 - 30-03-2005 - Chichén Itza

Acordámos cedo, devidamente preparados para a excursão a Chichén Itza. Este foi o ponto mais alto da nossa viagem. Ainda não sabíamos, mas estávamos prestes a subir ao topo de um monumento que seria, anos mais tarde, considerado uma das 7 novas maravilhas do mundo. Actualmente (2009) já não é permitido subir à pirâmide de Chichén Itza, o que torna a experiência muito menos marcante, mas aumenta bastante a segurança dos visitantes e contribui para a preservação do monumento



As portuguesas (mãe e filha) iam num cruzeiro de 3 dias pelo golfo do México, o que queria dizer que íamos passar 3 dias sem ouvir falar a nossa língua materna. Não me levem a mal (elas até eram bem simpáticas), mas quando se sai do país é para descansar de todos os aspectos do mesmo, incluindo a língua. Lamentavelmente nunca fomos para nenhum país sem portugueses. Somos como o vírus da gripe, estamos em todo o lado.

O tour partiu pontualmente às 07:00h. Ainda fomos recolher alguns turistas a outros resorts e rumámos a Valladolid, uma pequena cidade colonial, com alguns edifícios bonitos. Para construir estes mesmos edifícios foram usadas pedras retiradas das pirâmides Maias tais como as de Chichém Itza. O autocarro nem parou em Valladolid. No México, os dois "LL" são pronunciados como "J" ou seja, "Valladolid" pronuncia-se "Vajadolid". Em Cuba, assim como em Espanha, os 2 "LL" são pronunciados como "LH", dizendo-se Valhadolid.




Durante a viagem, o nosso guia apresentou-se e apressou-se a colocar-nos um autocolante no peito com o seu nome (Victor Palacios). Obrigado pela humilhação, americanos burros.

Passada cerca de 1h parámos num mercado artesanal para podermos ir ao WC e para nos impingirem alguns artefactos. No autocarro tinham-nos proposto uma pulseira (em prata ou ouro) com o nosso nome gravado em caracteres Maias. É claro que o Amílcar se opôs, mas eu comprei na mesma uma pulseira de prata. Homens...




Dirigimo-nos, em seguida para o Cenote Ik kil. Os cenotes são grutas na rocha calcária - que constitui a maior parte do solo da Península do Yucatán - que têm poços de água doce alimentados por rios subterrâneos e que antigamente abasteciam as populações locais. Este é um autêntico poço pois, ao contrário de outros onde a parte superior da gruta ainda se mantém na totalidade ou em parte, o seu topo está completamente a descoberto no meio de um jardim tropical. Aqui tivemos a possibilidade de dar um mergulho, mas como o Amílcar tem horror a água fria, não aproveitámos. Tiraram-nos uma fotografia que mais tarde nos venderam na forma de uma garrafa de tequilla.




Daqui seguimos para o restaurante. O almoço estava incluído, mas as bebidas eram pagas à parte. Prática comum neste tipo de viagens. A comida era decente sem ser nada de especial. Como termo de comparação, a comida do nosso hotel (mesmo as dos buffets) era bem melhor. Arrisco, inclusive a dizer que foi o sítio / país onde comemos melhor de todos os que já fomos até hoje. Incluídas estavam também danças e variedades.

Depois de almoço, finalmente, chegámos a Chichén Itza. Imediatamente antes da sair do autocarro colocaram-nos mais uma pulseira que serve se bilhete de entrada. Parecíamos uma caderneta de cromos. A pulseira do hotel, a de Chichén Itza e o autocolante com o nome do guia (aposto que já se tinham esquecido deste).



À entrada vimos que quem quisesse fazer filmagens no interior do parque teria que pagar $5. Quem, no seu juízo perfeito, quereria pagar para filmar objectos estáticos? Como descobrimos mais tarde, muita gente... Se não têm água, é melhor comprar aqui pois dentro do parque só é possível comprar na zona do Cenote Sagrado.




Iniciámos a visita guiada com cerca de 60 minutos que começou no Gran Juego de Pelota, onde os Maias jogavam com uma bola de látex num jogo com semelhanças com o futebol. O objectivo era fazer passar a bola por uma das argolas que se encontravam nas paredes laterais. Não se podia usar as mãos ou os pés, apenas se podiam usar as ancas e os cotovelos. Crê-se que a equipa que ganhava era sacrificada como oferenda para os Deuses no Cenote Sagrado. Há quem acredite que era a equipa que perdia que era sacrificada, mas sabendo que todos os sacrifícios humanos eram uma oferta para os Deuses, percebe-se que lhes queriam oferecer o melhor que tinham e não o pior. Eu faria tudo para perder...




Seguimos para o Cenote Sagrado onde se deitavam os corpos das pessoas sacrificadas. Pelo caminho fomos parando para falar de ruínas que íamos encontrando, de inscrições nas paredes que descrevem a forma como os Maias viviam e a sua aparência física. Este centote já foi alvo de diversas expedições de mergulho, tendo sido encontrados diversos artefactos em ouro e jade. Foram também encontrados ossos pertencentes a crianças, mulheres homens e até idosos.

Após a visita ao cenote, dirigimo-nos para a grande pirâmide de Kukulcán, também conhecida como "El Castilho". Antes de falar da pirâmide, o nosso guia explicou-nos um pouco da numeração Maia (que já incluía o número zero), e do seu calendário. A Pirâmide representa o calendário Maia talhado na pedra. Cada um dos seus 9 terraços está dividido em 2 por uma escadaria, o que representa os seus 18 meses de 20 dias do ano Maia. As 4 escadarias têm 91 degraus cada, ao adicionarmos o topo da plataforma ficamos com os 365 dias do ano. Durante o equinócio de Outono e da Primavera, na face Norte, a luz e as sombras formam triângulos que imitam as ondulações que uma cobra faz ao deslocar-se. Note-se as cabeças da cobra esculpidas na base da escadaria. A Cobra sobe em Março e desce em Setembro. São dias de extrema afluência de turistas.




A visita guiada termina na pirâmide de Kukulcán, ainda nos resta cerca de uma hora e meia para explorarmos as ruínas por nossa conta e, claro, subirmos à pirâmide. Nós, como verdadeiros cagarolas, subimos os degraus de gatas e descemos sentados nos degraus. Humilhante, mas seguro. É conveniente levar um guia com mapa do parque e com informações acerca das estruturas que se encontram no parque (junto dos edifícios não há informações escritas). Recomendo o Lonely Planet que até agora nunca me deixou ficar mal.




Após a visita ao parque está na hora de voltar ao autocarro e recolher ao hotel. jantámos no buffet, vimos um espectáculo, fizemos amor até à exaustão e fomos dormir porque o dia seguinte também seria um grande dia.


Dia 4 - 31-03-2005 - Xel-Ha

O nosso dia começou com uma viagem de autocarro com o nosso guia Martín a explicar-nos as regras do jogo. Percebemos que apesar do nosso bilhete ser tudo incluído, havia muita coisa que não estava incluída. Não tínhamos nenhumas actividades incluídas nem tínhamos o protector solar incluído. O quê? Protector solar? Sim, só se pode usar protector solar biodegradável no parque e, uma vez que o nosso protector soar não era biodegradável, optámos por não por nada. Erro grave como viria a descobrir horas mais tarde. Apanhámos o maior escaldão de sempre. Ainda por cima para nada, pois como descobrimos alguns anos mais tarde quando visitámos as Galápagos, ninguém nos impôs restrições ao protector solar. Tudo o resto foi altamente controlado e nem sequer podíamos tocar nas rochas.




Xel-Ha é um parque natural onde as águas doces (e frias) de rios subterrâneos se juntam com as águas salgadas do mar. Algumas pessoas descrevem-no como um aquário natural, quem sou eu para as contradizer? Aqui podem fazer-se diversas actividades, tais como nadar com os golfinhos, seatrek (caminhar a passo no fundo da baía com um capacete em forma de bolha), tour de snorkeling, etc.

Nós decidimos que queríamos fazer o seatrek e o tour de snorkeling pois nunca tínhamos feito snorkeling. O seatrek não foi possível pois havia muita areia em suspensão o que prejudicava a visibilidade. Conseguimos, no entanto, fazer o tour de snorkel que foi bastante educativo. Ensinaram-nos a escolher o equipamento, a colocá-lo e como manter a máscara sem embaciar (basta cuspir para o vidro, esfregar e passar ligeiramente por água no final. Resulta mesmo). O equipamento que nos deram era novo e estava incluído no preço do tour, pelo que já o usámos quando fomos para as Maldivas e para as Galápagos.



O tour, em si, não foi nada de especial, mas ensinou-nos a usar o equipamento e deu-nos ideias para zonas que queríamos ver em seguida. Após o fim do tour, fizemos um pouco mais de snorkeling e fomos almoçar. Foi aqui que nos apercebemos do estado das nossas costas. Ainda antes de almoço lá fomos pôr protector solar (factor 60 que tínhamos levado connosco), mas já era tarde. O almoço não se destacou nem pela positiva nem pela negativa.

Após o almoço, passeámos pelo parque, vimos alguma da fauna e flora autóctone e voltámos à nossa actividade favorita. Snorkeling com milhares de peixes de todos os tamanhos e cores. O ponto alto foi quando alguém deitou comida perto da zona onde nos encontrávamos e os peixes (alguns bem grandes) ficaram frenéticos em busca da comida e passavam por nós a alta velocidade.



Ao final do dia voltámos para o hotel, para mais um jantar de buffet e sexo antes de deitar.



Dia 5 - 01-04-2005 - Xcaret

Dia das mentiras, dia de aniversário do nosso namoro (5 anos!) e dia da minha prenda de aniversário. Um sonho de há muito tempo: nadar com os golfinhos. Isto promete.




A viagem iniciou-se num dos autocarros do parque, devidamente decorado com as cores de Xcaret. Durante a viagem, mais uma vez, explicaram-nos as regras de funcionamento. Em Xcaret podem-se fazer as mesmas actividades que em Xel-Ha e muitas mais. Xcaret é um parque artificial, algo semelhante ao nosso Zoomarine, mas muito maior e megalómano. Existem espaços com pumas e jaguares, morcegos, borboletas, etc. Desta vez não iríamos comprar tours nem actividades. Já tínhamos os golfinhos e não necessitava-mos de mais nada.

À chegada localizámos o Delfinário no mapa e dirigimo-nos para lá sem pressas mas sem desvios, ainda a passear os escaldões do dia anterior. Parámos para observar as espécies animais que íamos encontrando pelo caminho, mas apenas relaxámos quando encontrámos o Delfinário e de lá não saímos até termos nadado com os golfinhos.



A experiência foi óptima, mas poderia ter durado muito mais. Começou com um vídeo de apresentação, em seguida vestimos os coletes salva-vidas e dirigimo-nos para a piscina de água salgada que mais não era que uma zona da baía vedada com redes para que os golfinhos não saiam em liberdade. Os tratadores mostraram-nos algumas partes da anatomia dos golfinhos e fizemos algumas actividades com eles. A pele dos golfinhos, apesar de macia, faz lembrar lona molhada e muito esticada. Ao todo passámos cerca de 20 minutos com os golfinhos, o que foi pouco para o preço mas, sem dúvida que valeu a pena. Apesar dos preços altos, comprei todas as fotografias e vídeos que nos quiseram vender apesar dos gritos de protesto do Amílcar que já tinha tirado fotos com a sua máquina aquática.

Seguidamente tomámos um banho na praia e fomos ver algumas das atracções deste enorme parque. O almoço foi num restaurante perto da zona dos Jaguares e Pumas. A julgar pelo aspecto balofo dos animais, devem ser alimentados a chili com carne em doses industriais. A comida era bastante boa.



Após o almoço, terminámos a visita às restantes atracções do parque (vimos ao vivo a planta do algodão e a sua colheita), visitámos o aquário, assistimos à alimentação das tartarugas e seguimos na direcção do local do espectáculo nocturno. O espectáculo era demasiado longo e algo secante. Teve apenas uma coisa muito interessante que foi uma demonstração do jogo da pelota. Por aqui deu para perceber como é que se jogava o jogo e como era difícil fazer passar a bola por dentro dos anéis na parede. Só lamento que não tenham sacrificado a equipa vencedora aos Deuses.

Terminado o espectáculo, regressámos ao hotel para mais um jantar no buffet. Ah ah, desta vez enganei-vos. Tínhamos marcação no restaurante mexicano (um dos 8 restaurantes do nosso resort). Após a refeição de comida picante e afrodisíaca imaginem o sexo...

Em jeito de conclusão, comparando os dois parques (Xel-Ha e Xcaret), concluo sem sombra de dúvida que Xel-Ha é o melhor, pois apesar de ter menos actividades é o que proporciona maior diversão. Se o vosso orçamento apenas chegar para um destes parques escolham Xel-Ha e não ficarão desapontados.





Dia 6 - 02-04-2005 - Recifes de coral

Este é o nosso último tour no México, àquela que é a 2ª maior barreira de coral do mundo, apenas batida pela grande barreira de coral da Austrália. Foram buscar-nos ao hotel numa minivan e seguimos cerca de 15 km até ao local onde nos esperava o catamaran que nos levou até a barreira de coral.




Durante a viagem de cerca de 10 minutos, distribuíram o equipamento de snorkel e um actor vestido de pirata tirou fotografias com os turistas para vender mais tarde. O tour durou cerca de 1 hora e permitiu-nos observar ouriços-do-mar, raias, lagostas e polvos entre os habituais peixes coloridos característicos dos recifes. Foi aqui que consegui alguns resultados decentes com a minha Canon S50 e o saco da Ewa Marine. Na viagem de regresso, o motor do nosso barco avariou e tiveram que rebocar-nos.

Ainda nos mantiveram cerca de uma hora nas instalações para que pudéssemos fazer compras, levando-nos em seguida para o hotel para o almoço. A partir daqui iríamos começar a aproveitar as fantásticas instalações do nosso hotel. Os snacks começaram a ser regados com espumante, experimentámos a piscina com ondas artificiais e provámos tudo aquilo que o nosso regime de tudo incluído nos permitiu.

O Papa João Paulo II morre neste dia.





O dia terminou com um jantar no... adivinharam... buffet e com um Cohiba Explendido para o Amílcar. Ah, já me esquecia... e sexo, muito sexo.





Dia 7 - 03-04-2005 - Resort

Sabem o que dizem os trabalhadores das cerâmicas nas Caldas da Rainha todos os dias úteis, às 18:00h? - Não faço nem mais um caralho! Foi isso mesmo que nós dissemos no inicio desde dia. Passámos o dia de piscina em piscina, de cocktail em cocktail e de flute de espumante em flute de espumante.





O Amílcar fartou-se de fotografar carros que não existem na Europa ou que têm outro nome ou marca como é o caso do Chevrolet Corsa. Vimos gamos e cisnes maus como cobras. Ao final da tarde anda tivemos tempo para um mini curso de mergulho em que um instrutor nos explicou, em 15 minutos, como se usa o equipamento e fomos dar uma volta à piscina. O objectivo desta demonstração gratuita era convencer-nos a inscrever no curso de mergulho o que, no nosso caso, era impossível uma vez que iríamos fazer check-out no dia seguinte.




Desta vez jantámos no restaurante japonês. As portuguesas que já tinham chegado do seu cruzeiro ficaram na mesma mesa. Isto será coincidência?

Depois do jantar oriental aproveitámos para comprar algum artesanato local para oferecer aos nossos entes queridos e a nós próprios. A destacar um artista que pintava azulejos com os dedos...




E outro que pintava quadros a spray. Ambos faziam o seu trabalho à vista de todos, quase como espetáculo.




O Amílcar fumou mais um Cohiba e não comprou nada. Por fim regressámos ao quarto para uma noite de sexo e sono.



Dia 8 - 04-04-2005 - Regresso a Lisboa


Tomámos o pequeno-almoço, demos o último passeio pelos jardins do resort, bebemos as últimas flutes de espumante e lá vamos nós saudosos em direcção ao aeroporto e a Portugal. Poderia dizer que já estava farta de férias e com saudades de Portugal, mas estaria a mentir.

A viagem decorreu sem grandes sobressaltos se excluirmos o facto do voo ter partido atrasado, de não haverem mantas a bordo nem terem passado nenhum filme. Será que existe alguma companhia charter que seja decente?



Para concluir posso dizer que o México é um país lindíssimo mas pouco seguro. É um país onde gostaria de regressar. As pessoas são extremamente simpáticas. O tempo no México anda ao mesmo ritmo do tempo em Cuba, tudo se passa muito lentamente. Os guias têm placas a dizer que apreciam uma gorjeta, mas não pedem nada ao contrário dos guias em Cuba que exigem a sua gorjeta. Não visitámos a Cidade do México porque tivemos medo da falta de segurança. Quanto mais lia sobre a Cidade do México mais vontade tinha de a visitar mas, ao mesmo tempo, mais medo tinha de a visitar.





The End

E lembrem-se, não se deixem apanhar.



Artigo da responsabilidade de Vaselina.