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segunda-feira, 28 de março de 2005

México

Factos:

Estados Unidos Mexicanos

Capital: Ciudad de México

Língua Oficial: Castelhano

Presidente (2005): Vicente Fox

População: 109.955.400

Moeda: Peso Mexicano

Fuso Horário: UTC -6h no Inverno e UTC -5 no Verão

Electricidade: 110V, 60Hz.







Independência: 16-09-1810

Esperança média de vida: 75 anos

Alfabetização: 91,0%

Quando ir: Todo o ano, mas devem ser evitados os meses de Julho a Setembro devido à possibilidade de furacões.

Clima (Cancun): Tropical




Esta é a nossa 2ª grande viagem enquanto casal. Muitos do erros cometidos em Cuba já não serão repetidos aqui. As fotos terão bastante mais qualidade porque desta vez já saímos devidamente equipados com uma Nikon D70 com lente 18-70mm DX e com uma Canon PowerShot S50 equipada com um saco estanque que permite a submersão até 10m de profundidade. A qualidade do equipamento melhorou, mas a qualidade dos fotógrafos manteve-se, portanto não esperem milagres...




Dia 1 - 28-03-2005 - Portugal - México, Cancun, Quintana Roo

Partida chuvosa de Lisboa. Cedo se começou a verificar uma grande falta de competência da Euro Atlantic Airways. Depois do check-in feito, dirigimo-nos para a sala de embarque, após alguns minutos entrámos para o autocarro que se dirigiu ao avião, um Boeing 767-300. O autocarro parou perto do avião, mas as portas não se abriram. Estivemos cerca de 20 minutos (de pé) à espera que o avião ficasse pronto para nos receber.



Já dentro do avião a espera continua… um passageiro que se sentiu mal, decide não embarcar… mais 30 minutos até retirarem as malas.

Por fim, cerca das 13:30h e com mais de uma hora de atraso partimos de Lisboa, rumo a Cancun.

Durante o voo de 10:30h, a refeição demorou bastante a ser servida o que originou uma onda de protestos entre alguns passageiros mais velhos e resmungões…

Perto do final da viagem, foram-nos dados impressos para preencher, relativos a identificação pessoal e alfandega. Num desses impressos perguntava-se transportávamos armas… claro que à saída de Lisboa nos deixavam embarcar armados…e se fossemos armados até aos dentes íamos mesmo admiti-lo no formulário... Chegámos a Cancun cerca das 24h de Portugal. Fomos informados pelo comandante que eram GMT -6h no México, informação essa que estava errada… mas isso ainda nós não sabíamos.




Estes 4 hotéis estão agrupados dois a dois, estando os 2 primeiros e os 2 últimos agrupados. Nós podíamos usar todos os recursos do nosso grupo e podíamos circular pelos hotéis do outro grupo. No check-in, a tradicional bebida de boas vindas. Seguimos para o quarto com duas outras portuguesas que ficaram no bloco ao lado do nosso. O quarto 1944 era fabuloso, tínhamos uma coração feito com toalhas, obra da nossa camareira, a Ofélia, que regularmente fazia outras habilidades com as toalhas. Enquanto as malas não chegavam, aproveitámos para ver o extenso mapa do nosso grupo de hotéis a fim de decidir onde jantar – uma vez que apenas podíamos escolher entre dois buffets, escolhemos um buffet, imagine-se...

Depois do jantar fomos fazer um passeio de reconhecimento aos hotéis, fomos ver o mar, as várias piscinas e após várias tentativas de encontrar o quarto, encontrámo-lo, fizemos amor e fomos dormir. As camas eram separadas, mas nós conseguimos aninhar-nos numa e dormir confortavelmente.



Dia 2 - 29-03-2005 - Hotel Iberostar Paraiso Beach

Acordámos às 07:00h da manhã, pelo menos pelos nossos cálculos…, fomos tomar o pequeno-almoço ao buffet, e dirigimo-nos à pressa para o lobby do hotel, a fim de comprarmos algumas das excursões que pretendíamos fazer. No balcão da Lomo Travel, enquanto estávamos a pedir informação à Isabel, passou um representante da Iberojet que nos disse para não comprarmos nada ali que mais tarde viria a representante da nossa agência para nos informar das excursões.





Dissemos-lhe que apenas estávamos a ver, e continuamos a conversar com a Isabel. Ela disse-nos que poderia ficar com problemas se nos vendesse as excursões, mas isso não a impediu de chegar a vias de facto. Comprámos 3 excursões pela Lomo Travel – Chichén Itza, Xel-Ha e, como bónus, ofereceram-nos uma manhã de snorkeling nos recifes de coral.

Após as compras, fomos ao quarto guardar os bilhetes e partimos para a piscina, enorme e apetitosa. Tomámos uma bebida e como já eram quase 11:30, lá nos dirigimos contra vontade para o lobby do hotel, onde nos esperava a Vanessa, da Iberojet. No lobby, procurámos por toda a parte e não víamos ninguém, nem a Vanessa nem as portuguesas que tinham vindo connosco. Já passava um pouco da hora combinada, mas não era caso para já se terem ido embora sem falar connosco. Estranho… fomos perguntar as horas à recepção e verificámos que ainda nem eram 11:00h, ou seja ao contrário do que nos tinha sido dito, no México eram 7 horas menos que em Portugal. Esta diferença deve-se ao facto de em Portugal já ter entrado o horário de verão e no México esse apenas entrar no Sábado seguinte.



Pouco de pois das 11:30h reais, chegam as portuguesas e em seguida a Vanessa, que confirma os nossos bilhetes, passaportes e nos tenta vender algumas excursões… as portuguesas já tinham programa comprado, não estavam interessadas em nada, e nós já tínhamos comprado… apenas nos conseguiu vender a excursão a Xcaret com a possibilidade de nadar com os golfinhos. Dissemos-lhe que apenas estávamos ali para descansar, não gostávamos muito dessas coisas culturais… Quando finalmente nos vimos livres da Vanessa, almoço, praia (não era grande coisa, tinha pouca profundidade, algumas ondas e estava cheia de gente) e piscina, piscina e mais piscina!

Este dia podia ser resumido a... PISCINA.




Depois da piscina, banho, jantar, uma outra volta de reconhecimento pelo hotel e cama. O próximo dia seria em grande.

Por onde quer que andássemos, encontrávamos constantemente as duas portuguesas. Isto verificou-se ao longo de toda a viagem. Eu não acredito em bruxas, mas lá que elas existem, existem!



Dia 3 - 30-03-2005 - Chichén Itza

Acordámos cedo, devidamente preparados para a excursão a Chichén Itza. Este foi o ponto mais alto da nossa viagem. Ainda não sabíamos, mas estávamos prestes a subir ao topo de um monumento que seria, anos mais tarde, considerado uma das 7 novas maravilhas do mundo. Actualmente (2009) já não é permitido subir à pirâmide de Chichén Itza, o que torna a experiência muito menos marcante, mas aumenta bastante a segurança dos visitantes e contribui para a preservação do monumento



As portuguesas (mãe e filha) iam num cruzeiro de 3 dias pelo golfo do México, o que queria dizer que íamos passar 3 dias sem ouvir falar a nossa língua materna. Não me levem a mal (elas até eram bem simpáticas), mas quando se sai do país é para descansar de todos os aspectos do mesmo, incluindo a língua. Lamentavelmente nunca fomos para nenhum país sem portugueses. Somos como o vírus da gripe, estamos em todo o lado.

O tour partiu pontualmente às 07:00h. Ainda fomos recolher alguns turistas a outros resorts e rumámos a Valladolid, uma pequena cidade colonial, com alguns edifícios bonitos. Para construir estes mesmos edifícios foram usadas pedras retiradas das pirâmides Maias tais como as de Chichém Itza. O autocarro nem parou em Valladolid. No México, os dois "LL" são pronunciados como "J" ou seja, "Valladolid" pronuncia-se "Vajadolid". Em Cuba, assim como em Espanha, os 2 "LL" são pronunciados como "LH", dizendo-se Valhadolid.




Durante a viagem, o nosso guia apresentou-se e apressou-se a colocar-nos um autocolante no peito com o seu nome (Victor Palacios). Obrigado pela humilhação, americanos burros.

Passada cerca de 1h parámos num mercado artesanal para podermos ir ao WC e para nos impingirem alguns artefactos. No autocarro tinham-nos proposto uma pulseira (em prata ou ouro) com o nosso nome gravado em caracteres Maias. É claro que o Amílcar se opôs, mas eu comprei na mesma uma pulseira de prata. Homens...




Dirigimo-nos, em seguida para o Cenote Ik kil. Os cenotes são grutas na rocha calcária - que constitui a maior parte do solo da Península do Yucatán - que têm poços de água doce alimentados por rios subterrâneos e que antigamente abasteciam as populações locais. Este é um autêntico poço pois, ao contrário de outros onde a parte superior da gruta ainda se mantém na totalidade ou em parte, o seu topo está completamente a descoberto no meio de um jardim tropical. Aqui tivemos a possibilidade de dar um mergulho, mas como o Amílcar tem horror a água fria, não aproveitámos. Tiraram-nos uma fotografia que mais tarde nos venderam na forma de uma garrafa de tequilla.




Daqui seguimos para o restaurante. O almoço estava incluído, mas as bebidas eram pagas à parte. Prática comum neste tipo de viagens. A comida era decente sem ser nada de especial. Como termo de comparação, a comida do nosso hotel (mesmo as dos buffets) era bem melhor. Arrisco, inclusive a dizer que foi o sítio / país onde comemos melhor de todos os que já fomos até hoje. Incluídas estavam também danças e variedades.

Depois de almoço, finalmente, chegámos a Chichén Itza. Imediatamente antes da sair do autocarro colocaram-nos mais uma pulseira que serve se bilhete de entrada. Parecíamos uma caderneta de cromos. A pulseira do hotel, a de Chichén Itza e o autocolante com o nome do guia (aposto que já se tinham esquecido deste).



À entrada vimos que quem quisesse fazer filmagens no interior do parque teria que pagar $5. Quem, no seu juízo perfeito, quereria pagar para filmar objectos estáticos? Como descobrimos mais tarde, muita gente... Se não têm água, é melhor comprar aqui pois dentro do parque só é possível comprar na zona do Cenote Sagrado.




Iniciámos a visita guiada com cerca de 60 minutos que começou no Gran Juego de Pelota, onde os Maias jogavam com uma bola de látex num jogo com semelhanças com o futebol. O objectivo era fazer passar a bola por uma das argolas que se encontravam nas paredes laterais. Não se podia usar as mãos ou os pés, apenas se podiam usar as ancas e os cotovelos. Crê-se que a equipa que ganhava era sacrificada como oferenda para os Deuses no Cenote Sagrado. Há quem acredite que era a equipa que perdia que era sacrificada, mas sabendo que todos os sacrifícios humanos eram uma oferta para os Deuses, percebe-se que lhes queriam oferecer o melhor que tinham e não o pior. Eu faria tudo para perder...




Seguimos para o Cenote Sagrado onde se deitavam os corpos das pessoas sacrificadas. Pelo caminho fomos parando para falar de ruínas que íamos encontrando, de inscrições nas paredes que descrevem a forma como os Maias viviam e a sua aparência física. Este centote já foi alvo de diversas expedições de mergulho, tendo sido encontrados diversos artefactos em ouro e jade. Foram também encontrados ossos pertencentes a crianças, mulheres homens e até idosos.

Após a visita ao cenote, dirigimo-nos para a grande pirâmide de Kukulcán, também conhecida como "El Castilho". Antes de falar da pirâmide, o nosso guia explicou-nos um pouco da numeração Maia (que já incluía o número zero), e do seu calendário. A Pirâmide representa o calendário Maia talhado na pedra. Cada um dos seus 9 terraços está dividido em 2 por uma escadaria, o que representa os seus 18 meses de 20 dias do ano Maia. As 4 escadarias têm 91 degraus cada, ao adicionarmos o topo da plataforma ficamos com os 365 dias do ano. Durante o equinócio de Outono e da Primavera, na face Norte, a luz e as sombras formam triângulos que imitam as ondulações que uma cobra faz ao deslocar-se. Note-se as cabeças da cobra esculpidas na base da escadaria. A Cobra sobe em Março e desce em Setembro. São dias de extrema afluência de turistas.




A visita guiada termina na pirâmide de Kukulcán, ainda nos resta cerca de uma hora e meia para explorarmos as ruínas por nossa conta e, claro, subirmos à pirâmide. Nós, como verdadeiros cagarolas, subimos os degraus de gatas e descemos sentados nos degraus. Humilhante, mas seguro. É conveniente levar um guia com mapa do parque e com informações acerca das estruturas que se encontram no parque (junto dos edifícios não há informações escritas). Recomendo o Lonely Planet que até agora nunca me deixou ficar mal.




Após a visita ao parque está na hora de voltar ao autocarro e recolher ao hotel. jantámos no buffet, vimos um espectáculo, fizemos amor até à exaustão e fomos dormir porque o dia seguinte também seria um grande dia.


Dia 4 - 31-03-2005 - Xel-Ha

O nosso dia começou com uma viagem de autocarro com o nosso guia Martín a explicar-nos as regras do jogo. Percebemos que apesar do nosso bilhete ser tudo incluído, havia muita coisa que não estava incluída. Não tínhamos nenhumas actividades incluídas nem tínhamos o protector solar incluído. O quê? Protector solar? Sim, só se pode usar protector solar biodegradável no parque e, uma vez que o nosso protector soar não era biodegradável, optámos por não por nada. Erro grave como viria a descobrir horas mais tarde. Apanhámos o maior escaldão de sempre. Ainda por cima para nada, pois como descobrimos alguns anos mais tarde quando visitámos as Galápagos, ninguém nos impôs restrições ao protector solar. Tudo o resto foi altamente controlado e nem sequer podíamos tocar nas rochas.




Xel-Ha é um parque natural onde as águas doces (e frias) de rios subterrâneos se juntam com as águas salgadas do mar. Algumas pessoas descrevem-no como um aquário natural, quem sou eu para as contradizer? Aqui podem fazer-se diversas actividades, tais como nadar com os golfinhos, seatrek (caminhar a passo no fundo da baía com um capacete em forma de bolha), tour de snorkeling, etc.

Nós decidimos que queríamos fazer o seatrek e o tour de snorkeling pois nunca tínhamos feito snorkeling. O seatrek não foi possível pois havia muita areia em suspensão o que prejudicava a visibilidade. Conseguimos, no entanto, fazer o tour de snorkel que foi bastante educativo. Ensinaram-nos a escolher o equipamento, a colocá-lo e como manter a máscara sem embaciar (basta cuspir para o vidro, esfregar e passar ligeiramente por água no final. Resulta mesmo). O equipamento que nos deram era novo e estava incluído no preço do tour, pelo que já o usámos quando fomos para as Maldivas e para as Galápagos.



O tour, em si, não foi nada de especial, mas ensinou-nos a usar o equipamento e deu-nos ideias para zonas que queríamos ver em seguida. Após o fim do tour, fizemos um pouco mais de snorkeling e fomos almoçar. Foi aqui que nos apercebemos do estado das nossas costas. Ainda antes de almoço lá fomos pôr protector solar (factor 60 que tínhamos levado connosco), mas já era tarde. O almoço não se destacou nem pela positiva nem pela negativa.

Após o almoço, passeámos pelo parque, vimos alguma da fauna e flora autóctone e voltámos à nossa actividade favorita. Snorkeling com milhares de peixes de todos os tamanhos e cores. O ponto alto foi quando alguém deitou comida perto da zona onde nos encontrávamos e os peixes (alguns bem grandes) ficaram frenéticos em busca da comida e passavam por nós a alta velocidade.



Ao final do dia voltámos para o hotel, para mais um jantar de buffet e sexo antes de deitar.



Dia 5 - 01-04-2005 - Xcaret

Dia das mentiras, dia de aniversário do nosso namoro (5 anos!) e dia da minha prenda de aniversário. Um sonho de há muito tempo: nadar com os golfinhos. Isto promete.




A viagem iniciou-se num dos autocarros do parque, devidamente decorado com as cores de Xcaret. Durante a viagem, mais uma vez, explicaram-nos as regras de funcionamento. Em Xcaret podem-se fazer as mesmas actividades que em Xel-Ha e muitas mais. Xcaret é um parque artificial, algo semelhante ao nosso Zoomarine, mas muito maior e megalómano. Existem espaços com pumas e jaguares, morcegos, borboletas, etc. Desta vez não iríamos comprar tours nem actividades. Já tínhamos os golfinhos e não necessitava-mos de mais nada.

À chegada localizámos o Delfinário no mapa e dirigimo-nos para lá sem pressas mas sem desvios, ainda a passear os escaldões do dia anterior. Parámos para observar as espécies animais que íamos encontrando pelo caminho, mas apenas relaxámos quando encontrámos o Delfinário e de lá não saímos até termos nadado com os golfinhos.



A experiência foi óptima, mas poderia ter durado muito mais. Começou com um vídeo de apresentação, em seguida vestimos os coletes salva-vidas e dirigimo-nos para a piscina de água salgada que mais não era que uma zona da baía vedada com redes para que os golfinhos não saiam em liberdade. Os tratadores mostraram-nos algumas partes da anatomia dos golfinhos e fizemos algumas actividades com eles. A pele dos golfinhos, apesar de macia, faz lembrar lona molhada e muito esticada. Ao todo passámos cerca de 20 minutos com os golfinhos, o que foi pouco para o preço mas, sem dúvida que valeu a pena. Apesar dos preços altos, comprei todas as fotografias e vídeos que nos quiseram vender apesar dos gritos de protesto do Amílcar que já tinha tirado fotos com a sua máquina aquática.

Seguidamente tomámos um banho na praia e fomos ver algumas das atracções deste enorme parque. O almoço foi num restaurante perto da zona dos Jaguares e Pumas. A julgar pelo aspecto balofo dos animais, devem ser alimentados a chili com carne em doses industriais. A comida era bastante boa.



Após o almoço, terminámos a visita às restantes atracções do parque (vimos ao vivo a planta do algodão e a sua colheita), visitámos o aquário, assistimos à alimentação das tartarugas e seguimos na direcção do local do espectáculo nocturno. O espectáculo era demasiado longo e algo secante. Teve apenas uma coisa muito interessante que foi uma demonstração do jogo da pelota. Por aqui deu para perceber como é que se jogava o jogo e como era difícil fazer passar a bola por dentro dos anéis na parede. Só lamento que não tenham sacrificado a equipa vencedora aos Deuses.

Terminado o espectáculo, regressámos ao hotel para mais um jantar no buffet. Ah ah, desta vez enganei-vos. Tínhamos marcação no restaurante mexicano (um dos 8 restaurantes do nosso resort). Após a refeição de comida picante e afrodisíaca imaginem o sexo...

Em jeito de conclusão, comparando os dois parques (Xel-Ha e Xcaret), concluo sem sombra de dúvida que Xel-Ha é o melhor, pois apesar de ter menos actividades é o que proporciona maior diversão. Se o vosso orçamento apenas chegar para um destes parques escolham Xel-Ha e não ficarão desapontados.





Dia 6 - 02-04-2005 - Recifes de coral

Este é o nosso último tour no México, àquela que é a 2ª maior barreira de coral do mundo, apenas batida pela grande barreira de coral da Austrália. Foram buscar-nos ao hotel numa minivan e seguimos cerca de 15 km até ao local onde nos esperava o catamaran que nos levou até a barreira de coral.




Durante a viagem de cerca de 10 minutos, distribuíram o equipamento de snorkel e um actor vestido de pirata tirou fotografias com os turistas para vender mais tarde. O tour durou cerca de 1 hora e permitiu-nos observar ouriços-do-mar, raias, lagostas e polvos entre os habituais peixes coloridos característicos dos recifes. Foi aqui que consegui alguns resultados decentes com a minha Canon S50 e o saco da Ewa Marine. Na viagem de regresso, o motor do nosso barco avariou e tiveram que rebocar-nos.

Ainda nos mantiveram cerca de uma hora nas instalações para que pudéssemos fazer compras, levando-nos em seguida para o hotel para o almoço. A partir daqui iríamos começar a aproveitar as fantásticas instalações do nosso hotel. Os snacks começaram a ser regados com espumante, experimentámos a piscina com ondas artificiais e provámos tudo aquilo que o nosso regime de tudo incluído nos permitiu.

O Papa João Paulo II morre neste dia.





O dia terminou com um jantar no... adivinharam... buffet e com um Cohiba Explendido para o Amílcar. Ah, já me esquecia... e sexo, muito sexo.





Dia 7 - 03-04-2005 - Resort

Sabem o que dizem os trabalhadores das cerâmicas nas Caldas da Rainha todos os dias úteis, às 18:00h? - Não faço nem mais um caralho! Foi isso mesmo que nós dissemos no inicio desde dia. Passámos o dia de piscina em piscina, de cocktail em cocktail e de flute de espumante em flute de espumante.





O Amílcar fartou-se de fotografar carros que não existem na Europa ou que têm outro nome ou marca como é o caso do Chevrolet Corsa. Vimos gamos e cisnes maus como cobras. Ao final da tarde anda tivemos tempo para um mini curso de mergulho em que um instrutor nos explicou, em 15 minutos, como se usa o equipamento e fomos dar uma volta à piscina. O objectivo desta demonstração gratuita era convencer-nos a inscrever no curso de mergulho o que, no nosso caso, era impossível uma vez que iríamos fazer check-out no dia seguinte.




Desta vez jantámos no restaurante japonês. As portuguesas que já tinham chegado do seu cruzeiro ficaram na mesma mesa. Isto será coincidência?

Depois do jantar oriental aproveitámos para comprar algum artesanato local para oferecer aos nossos entes queridos e a nós próprios. A destacar um artista que pintava azulejos com os dedos...




E outro que pintava quadros a spray. Ambos faziam o seu trabalho à vista de todos, quase como espetáculo.




O Amílcar fumou mais um Cohiba e não comprou nada. Por fim regressámos ao quarto para uma noite de sexo e sono.



Dia 8 - 04-04-2005 - Regresso a Lisboa


Tomámos o pequeno-almoço, demos o último passeio pelos jardins do resort, bebemos as últimas flutes de espumante e lá vamos nós saudosos em direcção ao aeroporto e a Portugal. Poderia dizer que já estava farta de férias e com saudades de Portugal, mas estaria a mentir.

A viagem decorreu sem grandes sobressaltos se excluirmos o facto do voo ter partido atrasado, de não haverem mantas a bordo nem terem passado nenhum filme. Será que existe alguma companhia charter que seja decente?



Para concluir posso dizer que o México é um país lindíssimo mas pouco seguro. É um país onde gostaria de regressar. As pessoas são extremamente simpáticas. O tempo no México anda ao mesmo ritmo do tempo em Cuba, tudo se passa muito lentamente. Os guias têm placas a dizer que apreciam uma gorjeta, mas não pedem nada ao contrário dos guias em Cuba que exigem a sua gorjeta. Não visitámos a Cidade do México porque tivemos medo da falta de segurança. Quanto mais lia sobre a Cidade do México mais vontade tinha de a visitar mas, ao mesmo tempo, mais medo tinha de a visitar.





The End

E lembrem-se, não se deixem apanhar.



Artigo da responsabilidade de Vaselina.








segunda-feira, 23 de fevereiro de 2004

Cuba

República de Cuba

Capital: La Havana

Língua Oficial: Castelhano

Presidente (2004): Fidel Castro

População: 11,423,952

Moeda: Peso Cubano

Fuso Horário: UTC -5h

Electricidade: 110V, 60Hz. Em Varadero é possível encontrar tomadas eléctricas europeias de 220V, 50Hz
 






Independência: 10-12-1898

Esperança média de vida: 77 anos

Alfabetização: 99,8%

Quando ir: Todo o ano, mas devem ser evitados os meses de Julho a Setembro devido à possibilidade de furacões.

Clima: Tropical





23-02-2004 - Lisboa - Madrid - La Habana


Esta viagem e este texto é inteiramente dedicado ao Jean-Marie que é um completo apaixonado por Cuba onde já tinha estado antes desta viagem e onde regressou por duas vezes. Esta é a minha primeira grande viagem, muitas coisas correram mal por falta de experiência mas, se assim não fosse, não tinha aprendido e ainda hoje continuaria a cometer os mesmos erros estúpidos. Esta foi também a minha primeira incursão pela fotografia digital (Nikon Coolpix E5700) daí advêm alguns erros graves cometidos nas fotos que vão ver abaixo. Eu que era um mau fotógrafo analógico, percebi o que estava a perder e tornei-me um muito mau fotógrafo digital. Já não era sem tempo...



~Partida do Aeroporto da Portela com destino a Madrid - Barajas pelas 09:40h num Embraer Private Jet (Brasileiro) da Portugália de nome PARDAL. Não pudemos despachar as malas para Havana pois tratava-se de um voo charter.

Chegada ao aeroporto de Madrid por volta do meio-dia. Como nos tinham avisado no check-in em Lisboa, o aeroporto de Barajas prima pela confusão e tivemos de andar a arrastar as malas à procura da zona do check-in da Air-Europa. Após termos chegado aqui pela primeira vez, foi-nos dito que teríamos de ir à Soltour para que esta carimbasse o nosso talão pois, não detínhamos os bilhetes. Nova incursão com as malas, pelo aeroporto fora à procura da Soltour e de volta à zona do check-in, lindo...

Partida de Madrid Barajas rumo a La Habana pelas 15:15h (+ 1 hora que em Portugal) num Boeing 767-300 da Air Europa (Espanhola). Partimos com mais de 1 hora de atraso (16:15h) devido ao facto de estarmos à espera de passageiros. Enquanto estávamos à espera, uma hospedeira veio-nos entregar os nossos bilhetes de regresso a Madrid, sem os quais não poderíamos partir para Cuba. Não conseguimos apurar responsabilidades acerca deste incidente. Há males que vieram por bem.

Chegámos a La Habana pelas 20:00h (hora local, menos 5 que em Portugal e -6 que em Espanha) onde tivemos problemas com a recolha das bagagens. As malas não apareceram no tapete rolante ao fim de cerca de 30 min, portanto fomos participar a bagagem como perdida. Imaginem isto com o castelhano macarrónico próprio de quem apenas tinha saído de Portugal uma vez para ir à Suíça. A nossa participação não foi aceite pela funcionária que se deslocou com o Amílcar ao tapete e acabou por encontrar as nossas bagagens. Só se aceitam reclamações passada 1 hora do início da distribuição das bagagens.

À chegada, como previsto, estava o autocarro da Soltour para efectuar o transfer para o hotel. Esta foi a primeira nota positiva da nossa agência pois apesar de chegarmos com mais de 2 horas de atraso à zona das chegadas, encontrava-se um representante da Soltour pacientemente à nossa espera e que nos informou do procedimento a seguir nos dias seguintes.

Instalámo-nos no modesto Hotel Hotetur Deauville *** de três estrelas, mas com uma excelente localização e vista sobre o Malecón. Fomos sempre aqui muito bem recebidos e tratados.




24-02-2004 - La Habana

Pelas 08:45h estava à nossa espera no Lobby do hotel um representante da SolTour de nome Nelson Porrata, que nos explicou como seria a nossa estada em Cuba, falou-nos dos transfers para Varadero e tentou fazer-nos a lavagem ao cérebro vender-nos alguns tours, a preços bastante acessíveis quando comparados com a concorrência.

Fomos tomar o pequeno-almoço que, se relevaria, muitas vezes, a mais farta refeição do dia. Panquecas, várias variedades de pãezinhos, queijo, fruta e sumo de laranja constituíram parte da ementa.

Combinámos não ir logo no 1º dia ao encontro do amigo do Jean-Marie (Pepe) e o seu filho Joel. Começámos o nosso passeio pelo Malecón (O Hotel ficava no Malecón - Malecón pela frente, Av. de Itália pela Lateral e San Lázaro por detrás). Fomos em direcção ao Centro Habana, parámos no Castillo De San Salvador De La Punta, de onde se tem uma visão panorâmica de Havana, vimos o pequeno Castillo De Los Tres Santos Reyes Del Morro com o seu farol, e mais atrás a Fortaleza De San Carlos De La Cabaña.



Em seguida estivemos no Parque Mártires del 71 onde se encontra um monumento a um grupo de 8 estudantes de medicina escolhidos aleatoriamente para ser condenado à morte pelos Espanhóis em 1871 por terem violado o túmulo de um jornalista espanhol. Verificou-se mais tarde que estavam inocentes. Daqui vê-se a estátua do General Máximo Gómez.

Seguimos para o Parque de los Enamorados, onde se situa também o Cárcel onde esteve preso o José Martí - O Cárcel tem apenas 2 celas. Neste parque tivemos a 1ª abordagem pelos cubanos Jineteros (chulos em português correcto) em busca dos Dollars - sem sucesso para eles...





Seguimos para o Paseo de Martí, também conhecido como Paseo del Prado, onde assistimos a uma aula ao ar livre. Poucos minutos depois fomos abordados por um Cubano que pedia lume, mas era de verdade um Jinetero e sua mulher (Proxeneta) e assim que estabeleceu contacto se ofereceu logo para nos levar a conhecer o Buena Vista Social Club (que nem sequer chegámos a ver). Na companhia dos nossos novos amigos fomos ver o Bairro Chinês (que como ele disse apenas tem um chinês), entrámos nas lojas (mercearias) para cubanos onde pudemos ver um quadro de parede que é a cópia exacta das cadernetas de racionamento que eles ainda hoje têm.





Ofereceu-nos amendoins (cacauettes), mostrou-nos e criticou abertamente os CDR (Comité de Defeza de la Revolución) mesmo à porta dos mesmos. Os CDR são células do partido existentes em cada bairro e que têm como objectivo manter os moradores do bairro debaixo de olho. Com as ruas cheias, falava mal do Governo e do próprio Fidel Castro. Nem parecia que estávamos numa ditadura. Mostrou-nos uma igreja e em seguida levou-nos a beber um mojito ao El Corte Inglés Cubano (da treta, claro), onde estivemos durante um bocado a conversar... (ele pediu para ele e para a mulher o Mojito sem álcool... suspeito...). Tentou convencer-nos que se fossemos ao mercado dos camponeses (campesinos) conseguia trocar 1 Dollar por 2 pesos convertíveis (que valem o mesmo que um dollar) suspeitei de um esquema para nos sacar $$ e disse-lhes que não podia ser e que tínhamos de ir para o Hotel. Eles viram que não nos conseguiam sacar nada e disseram que tinham que ir para casa visivelmente chateados. Dei-lhes 5$, ao que fizeram cara feia como se achassem pouco chegando mesmo a ser mal educados. Deixaram-nos perdidos a porta do tal El Corte Inglés Cubano... perdidos por muitos quilómetros a pé e algumas horas...

Verifiquei depois de chegar a Portugal no Upgrade do Lonely Planet que o esquema que tentaram usar contra nós é um clássico, em que trocam 1 Dollar por 2 pesos Cubanos... que valem cerca de 0,1 Dollars.




Fizemos vários quilómetros a pé pelos bairros mais degradados e pobres onde alguma vez tínhamos estado. Estávamos na Cuba real. Apesar do aspecto das ruas, casas e pessoas, nunca nos sentimos ameaçados ou sob qualquer perigo. As pessoas nem sequer tentavam meter-se connosco, apenas olhavam para nós como se fossemos extra-terrestres e iam à sua vida. Contrariamente ao que se costuma crer, não se ouvia música nem o barulho das pessoas a tagarelar. Este tipo de sons é para as zonas turísticas...




Tudo isto valeu a pena porque aprendemos a dizer que não a todos os outros cubanos que nos assediaram, e acima de tudo aprendemos a atravessar a rua como os cubanos, o que até nem tem nada de especial, basta quando se atravessa uma rua de 3 faixas para cada direcção (Malecón) e vêm 2 ou 3 carros na nossa direcção, fingir que não é nada connosco e continuar a andar muito devagar em direcção ao outro lado, os carros eventualmente abrandam. Esta técnica funciona melhor com os olhos fechados. Quando acabámos o passeio com os Jineteros, já conseguíamos atravessar a estrada como cubanos, se bem que ainda um pouco a medo, mas nos dias seguintes já o fazíamos naturalmente.

Em Cuba (Havana) não existem passadeiras. Apenas consegui avistar 5 em todos os dias que passámos em Havana.

Num bar para Cubanos comemos 2 cornettos da nestlé quase completamente derretidos e bebemos água, finalmente... a partir daí vimos que estávamos na Calzada de Infanta e conseguimo-nos finalmente situar no mapa. Agora é que as coisas iam começar a correr bem, não fossem as bolhas nos pés.




Liguei a minha mãe do Optimus da Vaselina, uma vez que não tinha conseguido activar o roaming no meu, dado que não tinha em Lisboa nenhum comprovativo de residência. A Vaselina activou o roaming no Vodafone e no Optimus – No TMN apenas não o activou porque em nenhuma loja do Colombo haviam impressos de roaming, estavam esgotados… anedótico.

No Vodafone, apesar de conseguir enviar e receber mensagens, e receber chamadas, a Vaselina não conseguia fazer chamadas. No Optimus tudo funcionou perfeitamente.

Fomos à Quinta de los Molinos que apesar de ser muito bem falada no Lonely Planet está completamente ao abandono, e tinha inclusive nos seus jardins, encostados a uma árvore, 2 animais mortos (em decomposição e com um cheiro nauseabundo) e a Casa Museu do General Máximo Gómez parecia não ter nada para ver...




Seguimos para o museu Napoleónico que contém uma colecção de mais de 7000 objectos associados a Napoleão Bonaparte. Aqui, uma das guardas do museu, contou-nos a história de quase todos os objectos presentes no andar que ela estava a vigiar - que segundo ela era o mais interessante - e no final disse-nos que não podia receber dinheiro dos turistas, mas que se nos a quiséssemos recompensar ela abria uma excepção. Uma excepção para nós e para os 10 000 turistas que tinha atendido ao longo da sua carreira como guarda. Entregamos-lhe 1 dollar, ao que pareceu ficar satisfeita.

Seguimos para a Universidade de Havana, e em seguida fomos ao Hotel Habana Livre, onde fomos a casa de banho (não se consegue mijar em Havana sem ser nos hotéis ou directamente na rua) e aproveitámos para descansar e procurar um Paladar (restaurante) porque a única coisa que tínhamos comido desde o pequeno-almoço tinha sido o gelado derretido...

Decidimos pelo Paladar Los Amigos, que se verificou excelente! Os paladares são restaurantes particulares dos Cubanos que, na maioria das vezes estão instalados nas suas próprias casas. São os únicos negócios privados permitidos pelo governo.

Em seguida fomos comer um gelado à Copélia, onde nos fizeram andar a salta de mesa em mesa porque, como éramos apenas 2, queriam que nos sentássemos numa mesa com outras 2 pessoas por fim, fartámo-nos do ping-pong e fomos comer o gelado ao balcão. Verificou-se que o gelado apesar de bom não justificava a fama, pelo que não voltámos lá.



Fomos ao Hotel Nacional, que é o melhor e mais caro hotel de Havana e que tem uns jardins fabulosos, com canhões antigos. Por fim fomos a pé pelo Malecón até ao nosso hotel fazendo um ligeiro desvio pela San Lázaro para descobrir onde ficava a casa do Pepe. Graças à descrição do Jean-Marie, encontrei-a à 1ª.

A custo, chegámos ao hotel e, ao descalçar as sandálias, a Vaselina tinha bolhas nos pés, para além de já ter um bronze de camionista que metia respeito.

22:30 - Sexo, sexo e Dormir




25-02-2004 - La Habana

Começámos o dia onde tínhamos sido assediados no outro dia pelos Jineteros – Paseo de Martí. Descemos todo o Paseo de Martí, passando pelo Palácio De Los Matrimónios – local de eleição para os cubanos contraírem matrimónio. Aqui vimos um acidente entre uma charrette e uma carrinha FIAT Fioriano sem grandes danos físicos ou psicológicos. O acidente foi de tão difícil resolução que, quando acabámos de tirar uma única foto da porta do Palácio, olhámos e nem sinal de qualquer dos intervenientes.

No fim do Paseo de Martí passámos pelo Hotel Inglaterra, Gran Teatro De La Habana e seguimos em direcção ao Capitólio, que segundo o Lonely Planet é igual ao de Washington, mas mais rico em detalhe. Aqui apenas tirámos fotos na escadaria, não entrámos. Nesta zona altamente turística fomos abordados sem exagero de 30 em 30 segundos, tentando “apenas falar”, vender Charutos (Puros – Cohiba - Montecristo), vender jornais e revistas etc, etc, etc, etc, etc… enfim algo verdadeiramente desgastante… dada a má experiência do dia anterior, usei a desculpa que não sabia falar Castelhano para aqueles que “só queriam falar”, que mesmo assim não se revelou muito brilhante dado que alguns arranhavam um inglês muito macarrónico -  usei a desculpa que já tinha o nº limite de charutos que podia levar no aeroporto. Devido ao facto de ter que dizer que não tantas vezes e de forma tão continuada, ao fim de umas quantas negas tornei-me desagradável, ao que os cubanos respondiam na mesma moeda chegando mesmo a ser mais grosseiros que eu. Um ofereceu-me mesmo porrada (acho eu). Verificámos que mesmo sendo educados eles ficavam ofendidos por levarem negas. Claro que nada disto teria acontecido se estivéssemos acompanhados por um guia, mas já tínhamos combinado depois de almoço irmos ter com o Pepe e seu filho Joel.




Do Capitólio seguimos para a Real Fábrica de Tabacos Partagás que na altura apenas tinha a loja aberta, onde estavam também pessoas a fazer charutos (para inglês ver) e onde os preços eram quase iguais aos de Portugal.

De seguida fomos ao Parque De La Fraternidad onde vimos uma “Ceiba Tree” plantada em solo oferecido por todos os países da América do Sul e Estados Unidos. A tradição obriga a dar 3 voltas a árvore e duas pancadas (Tradição essa que nos foi contada por um funcionário que após ter achado a gorjeta de um dollar pequena ainda nos pediu uma chiclet).

Perto do parque encontra-se a Fuente De La Índia que, como quase todas as fontes Cubanas, está seca. Haverá alguma coisa neste país que funcione?

Retrocedemos até ao Parque Central que tem as únicas fontes com água que encontrámos em Havana e tem a 1ª estátua do José Martí erguida em Havana (1905).

Passando de novo pelo Paseo de Martí fomos até ao Hotel Sevilla beber um Mary Pickford, cocktail este que foi inventado no bar deste hotel (não gostámos muito, tem um sabor muito forte a Rum). Aqui encontrava-se uma senhora a fabricar charutos para inglês ver. Encontravam-se aqui hospedados muitos pilotos e tripulação de aviões.



Enquanto subíamos pelo Paseo de Martí, vi duas coisas interessantes: um parquímetro humano, que mais não era que um homem cubano com um bloco de apontamentos e uma carteira. E um Multibanco (o único que vi em Cuba) que me aceitou o cartão e apenas me permitia levantar dinheiro, operação que não concluí dado que não precisava e iria pagar taxas.

Seguimos para o Pavillón Granma que contém o barco Granma usado para trazer o Fidel do seu exílio no México. O acesso ao Pavillón Grama é feito pelo Museo De La Revolución que era o antigo palácio presidencial (ocupado previamente pelo Fulgêncio Batista e mais tarde pelo Fidel, Che e seu séquito.)

À saída do museu apanhámos o 1º Coco Táxi ($2, tentei baixar para 1, mas não deu), uma vez que tínhamos combinado ir almoçar a um dos 2 Paladares supostamente (Lonely Planet) situados atrás do nosso hotel e em seguida uma vez que estávamos na zona ir até à casa do Pepe. O nosso Coco Táxi teve um furo (devidamente documentado). Furo? Não há problema, com a ajuda de um macaco (humano), toca-se a roda em 2 minutos.




Constatámos que os dois paladares imediatamente atrás do nosso hotel (Deauville) tinham fechado (ainda entrei pela casa de um cubano que morava o mesmo número onde ficava um dos paladares). Verificámos no guia que ali relativamente próximo existiam mais dois paladares, um dos quais onde já tinham comido diversas personalidades importantes incluindo o Jack Nikolson, mas que tinha a cozinha fechada uma vez que eram cerca de 17:30. Do outro Paladar (Sagitário) nem sinal… Já desesperados e rabugentos apanhámos um Coco Táxi ($2) para a zona do Vedado, perto do Hotel Habana Libre em busca de um paladar. Estávamos a passar em frente a um restaurante (Vida Nova) e fomos abordados pelo empregado, eu olhei para a Vaselina a pedir confirmação… ela não disse que não… e entrámos… não sabíamos ainda o quanto nos iríamos arrepender...

O restaurante (na foto abaixo) é indescritível… mas vou fazer o meu melhor para o tentar descrever… a toalha da mesa, suja e com as migalhas dos clientes anteriores, na casa de banho a torneira não tem manípulo – pedi para lavar as mãos, levaram-me para o interior do restaurante (em escombros), os talheres sujos, o guardanapo era só metade… e sujo!

A comida não sabia a nada e estava cheia de gordura… e como se isto tudo não bastasse anda nos chateavam de 2 em 2 minutos para tentar vender tudo e mais alguma coisa…

A comida ficou toda no prato, pedi a conta e ainda me perguntaram (acho que genuinamente surpreendidos) se não tinha gostado da comida.

Ponto mais baixo de toda a viagem, nós dois chateados (um com o outro, com os cubanos e com a nossa má sorte em geral), cheios de fome e sem saber onde comer. Se tivéssemos avião de volta naquele momento nenhum de nós tinha hesitado um segundo!




Sentámo-nos num banco de jardim a falar cerca de 1 hora e em seguida dirigimo-nos ao Paladar Los Amigos, que tinha uma hora de espera, mas onde finalmente conseguimos comer.

Como estávamos perto do Hotel Nacional, fomos beber um daikiri ao bar do Cinema (em baixo – piso -1). Foi o melhor daikiri que bebemos até agora, enquanto ouvíamos a chuva a cair muito forte na rua. Sim, logo após entrarmos no Hotel Nacional começou a chover torrencialmente.

Após terminarmos o daikiri o porteiro chamou-nos um táxi – Mercedes Classe E que ligou o taxímetro ao chegar ao Hotel Deauville o taxímetro marcava menos de $3.

22:30h - Sexo, muito sexo e finalmente, Dormir




26-02-2004 - La Habana

Se o dia anterior apesar de ter começado e terminado bem tinha sito o pior dia da nossa viagem, este tinha tudo para ser o melhor, eu é que ainda não sabia… mas a Vaselina já tinha um pressentimento…

Começámos o dia cerca das 10h a bater à porta do Pepe, quem nos atendeu foi o Joel (ainda a dormir). Apresentámo-nos, ele disse-me o pai não estava, mas que por volta das 14h já devia ter voltado. Nós entregámos a carta do Jean-Marie e dissemos que queríamos comprar 2X25 charutos (ou Cohiba explendidos; ou Montecristo A ou Romeo Y Julieta Churchil). Combinámos encontrar-nos às 14h.




Fomos a pé até ao Airline Building que fica perto do Hotel Nacional e que tem um banco onde a Vaselina ia trocar Travellers Checks. O Banco apenas permitia uma pessoa de cada vez na caixa, pelo que me recambiaram para um sofá… Como os Travellers Checks dela eram do American Express não foram aceites, mas sugeriram o Banco no edifício do Hotel Habana Libre. Como estávamos perto do Hotel Nacional aproveitámos para comprar os bilhetes para o Cabaret Parisién dessa noite ($35 por pessoa), que todos nos disseram ser muito melhor e mais barato que o famoso Tropicana. Comprámos os bilhetes e já que ali estávamos fomos a casa de câmbio do Nacional que nos trocava os Checks se tivéssemos trazido o recibo de compra (ficou no Deauville…) finalmente no Banco do Habana Libre lá nos trocaram os Travellers Checks e até nos deixaram ficar aos dois na caixa, mas cobraram 3% de comissão… Muito práticos os travellers checks... a não repetir!

Apanhámos um táxi (Peugeot 307 carrinha - $3) para a Plaza De La Revolución, onde subimos ao Memorial José Martí que é o ponto mais alto de Havana. Ao sairmos fomos a pé a procura da Avenida De Los Presidentes (que tínhamos visto na viagem de táxi a caminho da Plaza da Revolución e a Vaselina queria visitar), que não encontrámos. Apanhámos outro táxi (Lada - 3$) para o nosso Hotel Deauville para irmos almoçar (combinado com prato, bebida e sobremesa $4.5 por pessoa – Muito mais barato que no Paladar Los Amigos onde se cobravam $7 apenas pelo prato principal).



Voltámos a casa do Pepe pelas 14:30h, nem sinal do Pepe ou do Joel, apenas estava a Ex mulher do Pepe, Lignalda. Entreguei-lhe as fotos que o Jean-Marie tinha enviado, e as canetas e os blocos de folhas que eu lhes ofereci e falámos um pouco. Entretanto apareceu o Joel. Combinámos que os charutos seriam entregues no dia seguinte pelas 10h, devido ao facto de nos irmos embora as 13:30h, porque ele achou o tempo pouco para nos encontrar o que queríamos.

Apanhámos um táxi para a Av. De Los Presidentes (Peugeot 307 carrinha - ligou o taxímetro e ao parar o taxímetro ainda não marcava $3) que percorremos quase toda uma vez que tem estátuas de presidentes e umas árvores cortadas de forma espectacular.

Ligou o Jean-Marie, que já tinha tentado ligar em todos os dias anteriores, mas nós como não aparecia numero, não atendíamos (sempre que se recebia uma chamada, apareciam sempre 4 dígitos no visor – 3868 ou qualquer coisa do género). Que sorte a dele só lhe termos atendido a chamada nesse dia quando estava tudo a correr bem. Se tivesse sido no dia anterior tinha ouvido das boas…

Táxi para a Plaza De La Catedral (Peugeot 307 carrinha - $3) – o táxi não podia ir até à Plaza de la Catedral uma vez que a Plaza está interdita ao trânsito. Andámos a deriva até à Plaza de Armas onde visitámos o Palácio Del Segundo Cabo (Instituto Cubano Del Libro) e vimos uma exposição de pintura muito gira (se quiséssemos comprar quadros eles certificavam-nos para sair do país). Visitámos o Castillo De La Real Fuerza, onde está a Giraldilla no topo de um torreão e no piso térreo encontra-se o Museo De La Cerâmica Artística Cubana onde vimos (e fotografámos) uma estátua de extremo mau gosto uma vez que tinha no seu ventre um feto humano.

Seguimos para o Museo Del Automóvil que era o pior museu automóvel que tinha visto até à altura (não existem fotos porque as mesmas era pagas e eu não achei que se justificasse excepto para justificar o mal que digo do museu), haviam poucos carros, não identificados e cheios de pó. Era suposto estar lá o carro do Che (Chevrolet Bel Air), mas tinha ido para outro museu.




Do outro lado da rua estava um bar onde comemos um bom gelado.

Finalmente orientámo-nos e conseguimos encontrar a Plaza de la Catedral com a respectiva Catedral de San Cristóbal de La Habana. Havia uma explanada com música ao vivo. Daí seguimos para a Bodeguita Del Médio, famosa deviso às bebedeiras monumentais que o Hemingway aí apanhava. Não entrámos. Estava uma confusão dos diabos.

Fomos a casa de banho ao Hotel Ambos Mundos também conhecido por causa do Hemingway. Percorremos toda a Calle Obispo e no final desta encontra-se a Floridita, mais um dos locais famosos onde o Hemingway se embebedava até cair. Foi aqui que o daikiri foi inventado.

Ao lado havia uma loja do Caracol onde se vendiam charutos e Rum, entramos para eu comprar um Cohiba Explendido que custava $14 e acabei com um charuto feito no local do mesmo tamanho, mas de $7 e que se revelou muito bom.

Ao andarmos um pouco verificámos que estávamos no final no Paseo de Martí (perto do Capitólio). Comemos uma sandwich gigante num bar para cubanos e bebemos um refresco uma vez que não tinham água engarrafada. Como nos esquecemos de perguntar o preço antes de pedir eles enganaram-nos e cobraram-nos $11. É inacreditável como as pessoas não aprendem... dass!

Táxi para o Deauville (Toyota Yaris Sedan - $3) – mudámos de roupa e dirigimo-nos para o Cabaret Parisién. À saída do nosso hotel uns Cubanos ofereceram-nos táxi, como estávamos interessados perguntei o preço ao que o cubano me disse $3 baixei para $2, ele disse-me que não estava interessado e desapareceu… enquanto procurava uma alternativa apareceu outra vez e disse que podia ser, dirigimo-nos para um carro particular cubano, daques que se vêm nos documentários sobre Cuba, muito podre e com ar de ir avariar várias vezes até chegarmos ao destino que até era bem próximo. Não só o nosso táxi não avariou como os cubanos se verificaram extremamente simpáticos (excepção à regra), faladores e desinteressados nos nossos Dollars (uma vez que já tínhamos combinado o preço). Disseram-nos que o cabaret Parisién era muito melhor que o Tropicana, e claro que deviam saber bem do que estavam a falar... Os bilhetes custam $35 que é mais ou menos o que eles ganham num ano próspero. Não nos deixaram a porta do Nacional porque não deixam entrar carros daqueles no perímetro do hotel.




No cabaret ficámos numa mesa partilhada com outras pessoas, demasiado perto do palco (na primeira fila), mas que apesar de tudo não era nada má. Bebemos um daikiri que não era tão bom quanto o da noite anterior, mas de qualquer forma era óptimo. As roupas das bailarinas eram exuberantes como é hábito nos cabarets, mas algumas lycras estavam remendadas e alguns dos collants tinham buracos. Ao contrário de quase todas as outras cubanas, mesmo as mais novas, estas não tinham bigode.

00:30 Táxi para o Deauville ($3) - Sexo até cair para o lado (o que não deve ter demorado mais de 23 minutos) e Dormir




27-02-2004 - La Habana - Varadero

Fizemos check-out do hotel, guardámos as malas numa arrecadação que eles têm no Lobby para o efeito e tentei recuperar os $5 que deixei de caução por uma ficha conversora que me tinham emprestado no 1º dia em Havana, uma vez que as tomadas eléctricas deles não são redondas como as europeias, mas sim espalmadas. Como não havia registo nenhum do empréstimo, nem se sabia quem as tinha emprestado, eu preferi ficar com a ficha e perder os $5, pelo que ainda hoje a tenho e uso sempre que vou para as américas.

Como ainda tínhamos muitos sítios para visitar, levantámo-nos cedo e fomos de táxi (Peugeot 307 carrinha - $3) até ao Palácio De Los Capitanes Generales também conhecido como Museo de La Ciudad. Quando daqui saímos seguimos um pouco a pé até um mercado de artesanato, mas como o tempo já não era muito (tínhamos combinado com o Joel às 10:00h) e o mercado não nos pareceu grande coisa, apanhámos um Coco Táxi (2$) para a casa do Pepe. Antes de subir para a casa do Pepe tirámos umas fotografias no coco táxi.




Desta vez o Pepe encontrava-se em casa, sentámo-nos um pouco a conversar com ele, com o Joel e a namorada nova que era muito tímida. Tirei fotos à Vaselina com todos eles, comprei os charutos (2 X 25$) – ele apenas conseguiu os Cohiba Explendidos, duas caixas e despedimo-nos. O Pepe disse-nos que vinha a Espanha no fim de Março e iria em seguida a Portugal visitar o Jean-Marie. Eles enviaram correspondência para o Jean-Marie. O Pepe e o Joel podem sair do país porque têm dupla nacionalidade, Espanhola e Cubana.

Táxi (Peugeot 307 carrinha – ligou o taxímetro - $4) para a Fortaleza De San Carlos De La Cabaña. Aqui visitámos a fortaleza, um museu de armas e um escritório do Che Guevara. Lembrei-me que queria deixar uma gorjeta à família do Pepe e que me tinha esquecido…

Táxi (Lada que nem sequer era oficial - $3) para a casa do Pepe. O taxista tentou insistidamente receber $4, mas como eu não lhos dei, ele aceitou os $3, tendo ido todo o caminho a reclamar, chegando mesmo a ser mal educado, quando viu a fila de trânsito que estava na San Lázaro (a única fila de transito que vimos em Havana e que foi só naquele dia) devido ao facto do Malecón estar intransitável num dos sentidos por causa das ondas que galgavam para as 3 faixas de rodagem no sentido Deauville - Nacional.




Na casa do Pepe, já só estavam o Joel e sua mãe. Dei-lhes os $20 e fomos a pé para o nosso hotel Deauville comer no bar da piscina (no mesmo andar no nosso quarto – 6º) e esperar o transfer para Varadero.

O transfer chegou atrasado, até aqui nada de novo, mas como era um táxi (Peugeot 306 Carrinha) conseguimos chegar a horas a Varadero. Dormi que nem um porco durante toda a viagem. Que rica companhia...

Em Varadero, no Hotel Arenas Doradas, enquanto estávamos a fazer o check-in ofereceram-nos sumo (muito bom). Puseram-nos umas pulseiras azuis que indicavam pensão completa e que faziam lembrar a Estrela de David que os judeus usavam nos territórios ocupados pela Alemanha Nazi, uma vez que não as podíamos tirar sem as danificar permanentemente – só as viemos a retirar quando chegámos a casa, em Lisboa.

Fomos de carrinho eléctrico (estilo os caddies do golf) para o quarto uma vez que o edifício onde o nosso quarto estava ainda era longe do edifício principal.

O quarto era fabuloso, pelo menos quando comparado com a decadência do de Havana, mas a vista era uma merda e nem sequer precisava de ser comparada com a de Havana. A nossa camareira (Milaxis) ainda estava a acabar de limpar o quarto.




Liguei à minha mãe pela 2ª vez a dar notícias.  qualidade do som era decente, mas havia um delay de cerca de 5 segundos na chamada o que levou a que falássemos varias vezes ao mesmo tempo.

Comemos uma pizza – a pizzaria estava aberta 24h por dia, fumei um Explendido daqueles que o Joel me vendeu – Muy Bueno - e fomos ao Buró de Turismo, onde tentámos comprar ($75) um tour para nadar com os golfinhos num recife de coral, ver corais e andar todo o dia de Catamaram – almoço incluído em Cayo Blanco e bar aberto. Mas apesar de termos decidido comprar os bilhetes logo nesse dia, este tour já se encontrava esgotado. Como fraca consolação fica que, pelo facto de ter estado sempre mau tempo enquanto estivemos em Varadero, esse tour não se ter realizado, pelo menos com o visionamento dos corais e o nadar com os golfinhos, incluído. Assim, a empregada do Buró de Turismo sugeriu-nos um outro tour idêntico ao que nós pretendíamos, com a excepção da possibilidade de nadar com os golfinhos. Sem alternativa, compramos este tour de Cayo Blanco, mas que no lugar de nadar com os golfinhos tinha um Show de Golfinhos ($75). Como alternativa para nadar com os golfinhos (e tendo em conta os preços praticados aqui e em Portugal, era de aproveitar) restava-nos o Delfinário. Após alguma hesitação, tentámos comprar ($61) um bilhete no Delfinário para nadar com os golfinhos, mas estava tudo lotado para o fim-de-semana e já havia poucas vagas para segunda-feira. Como não sabíamos a que horas iríamos para Havana (já na viagem de regresso) na segunda-feira e como a empregada do Buró nos disse que este programa no Delfinário demorava cerca de 4 horas, decidimos não nos comprometer.

Fizemos o reconhecimento do nosso hotel, uma vez que ainda ocupa uma área bastante grande, fomos até à praia  privativa, onde tirámos algumas fotos (com flash, uma vez que o dia estava nublado e ventoso).




Jantámos no Self-Service (que serve pequenos-almoços, almoços e jantares) à luz das velas, com músicos a acompanhar e gelado como sobremesa, e em seguida fizemos algumas compras nas lojas do hotel. Comprei uma guilhotina ou Corta Puros como eles lhe chamam e a Vaselina comprou postais, uma T-Shirt do Che e uns óculos de sol azuis.

Vimos um espectáculo de dança sincronizada na piscina com ginástica acrobática a complementar – a Vaselina adorou, eu achei uma seca.

23:00h - Muito e bom sexo e... Dormir




28-02-2004 - Varadero

Começámos o dia com pequeno-almoço e mau tempo (vento e tempo nublado). O pequeno-almoço era servido no mesmo local dos almoços e jantares self-service e apesar de existir mais variedade que em Havana, não fugimos muito à nossa dieta. Também aqui, à semelhança do hotel de Havana, encontrámos pratos mal tão mal lavados que estavam colados ao prato de baixo na pilha do self-service. Para além do sumo de laranja, havia sumos de goiaba e papaia mas, não gostámos muito porque eram algo doces. Havia também bastantes fritos mas, não havia panquecas. Findo o pequeno-almoço fomos para a praia onde arranjámos duas espreguiçadeiras e roubámos duas toalhas a uns turistas quaisquer (viemos a saber mais tarde que o hotel emprestava toalhas mediante o pagamento de $10 como caução, por unidade) para nos embrulharmos, uma vez que não aguentávamos o frio apesar de estarmos com a t-Shirt vestida.

Desistimos da praia e fomos para a piscina do hotel, mas não melhorámos muito, estava menos vento, mas do sol nem sinal. Mais uma vez roubámos a espreguiçadeira e respectiva toalha de outros turistas…

Ao fim de algum tempo ganhámos coragem e fomos tomar banho. Nessa altura apenas estavam mais duas raparigas na piscina, e em todo o dia não vi lá mais ninguém… a água sem estar quente também não estava assim tão fria, mas o vento… foooda-se... o banho durou cerca de 30 minutos, porque depois de nos habituarmos já não queríamos sair… saí para ver as horas e nas nossas espreguiçadeiras já lá estavam os respectivos donos (acho eu) que até já tinham colocado as nossas coisas no chão. Vi que já estava quase na hora marcada pela representante da SolTour (no dia anterior, por carta debaixo da porta). Passámos ainda pelo jacuzzi que era óptimo apesar de pequeno. Secámo-nos ao vento uma vez que ainda não tínhamos toalhas e lá fomos com os fatos de banho molhados ao encontro da representante da SolTour de nome Kenia e que era motária.




A Kenia falou-nos das coisas da praxe e disse-nos que o tempo não iria melhorar durante a nossa estadia em Varadero. Mesmo assim ainda tentámos através dela comprar bilhetes para os golfinhos, quer os do Delfinário quer os do Catamaram de Cayo Blanco, mas os golfinhos voltaram a fugir-nos por entre os dedos. Como a Kenia nos disse que só sairíamos do hotel para Havana, às 16h de segunda-feira e que a duração do programa dos golfinhos no Delfinário só demorava cerca de 1h30, decidimos fazer uma última tentativa no Buró de Turismo. A empregada desta vez, era outra mas, a resposta foi a mesma. Nada feito, só lá para o meio da semana. Mesmo assim, ela ficou com o nosso contacto para o caso de haver alguma desistência. Nunca chegámos a ser contactados…

Fomos à caixa pagar a caução para as toalhas de praia, e tentámos fazer a reserva para o restaurante vegetariano que havia no hotel, mas já estava lotado até ao final da nossa estada em Varadero… bonito, mais uma nega… pelo menos não nos negaram o almoço no self-service, nem o frio na relva perto da piscina em seguida…

Ao almoço outra peripécia, mandaram-nos sentar numa área vedada ao resto dos turistas e nós ali ficámos sem saber porque nos mandaram para ali isolados… será que tínhamos sido contagiados por alguma doença tropical? Malária? Febre Amarela? Não, afinal apenas um dos empregados nos tinha confundido com alguém (uns outros portugueses) que queriam comparar charutos e tinha-nos mandado para ali para negociarmos mais descansadamente… que alívio. Desfez-se o equívoco e ele levou os charutos, mas acabámos o almoço na solitária…

Voltámos para a piscina, onde fomos requisitar as toalhas e fomo-nos estender na relva (à falta de espreguiçadeiras), onde passámos a tarde a ler, a tirar fotografias com flash para fazer inveja aos que ficaram em Portugal e a fumar mais um “Puro”.

Quando finalmente nos fartámos de apanhar frio (o nosso lado masoquista ainda aguentou umas horas), fomos tomar um longo banho de água quente na banheira do nosso quarto. O primeiro banho realmente agradável de Varadero… mas que não seria o último. Ficámos no quarto a ler e a ver a televisão cubana até a hora de jantar.

Após o jantar, a Vaselina fez mais umas compras de artesanato cubano nas lojas do hotel, e voltámos para o quarto, de onde já não saímos. Voltei a ver a TV cubana. Pelo que percebi, existem 2 canais cubanos, um generalista, onde passam telejornais, novelas, desenhos animados e afins e outro educativo (estilo RTP2) , onde passam “documentários” anti-racismo, e onde assisti a uma aula de Português macarrónico dada por uma professora com um sotaque espanhol, misturado com brasileiro e com uma leve pitada de português. Um must!

22:00h – Muito, muito sexo e... Dormir



29-02-2004 - Varadero - Cayo Blanco - Varadero

Madrugámos por causa da viagem de catamaram em que estávamos inscritos. Enquanto esperávamos que nos viessem buscar ao Lobby do hotel, ainda nos passou umas quantas vezes pela cabeça que seria boa ideia cancelarem a viagem devido ao mau tempo e devolverem o dinheiro, mas eles foram em frente e nós seguimo-los, se bem que de nariz torcido. Algumas pessoas não ficaram convencidas e resolveram desistir. Pagámos o que ainda faltava – só tínhamos pago $11 por pessoa no buró de turismo e lá fomos para o Delfinário.

No Delfinário assistimos ao pior show de golfinhos das nossas vidas. Durou cerca de 10 minutos e não tinha nada de especial. Antes do show algumas pessoas puderam (a troco de alguns Dollars) ir alimentar os golfinhos e fazer-lhes festas – nós não quisemos ir. Daqui podíamos ver noutra parte do lago, turistas a nadar com outros golfinhos.

Autocarro para a doca onde estavam ancorados os catamarans. Depois de estarmos todos como sardinha em lata no catamaram, foi-nos dito que por causa do mau tempo o catamaram não devia ir tão cheio e pediram a quem quisesse para ir para outro. Claro que nós quisemos! Nós e poucas mais pessoas. Aquando da partida, o nosso catamaram tinha cerca de 15 pessoas, enquanto que o outro tinha bem mais de 30… suckers....

Afastámo-nos de Varadero rumo a Cayo Blanco. Foi-nos dito que devido ao mau tempo não iríamos fazer snorkeling para ver os corais e, em contrapartida a tripulação nos ia levar a um sítio melhor para nadarmos um pouco. Pelo caminho o nosso catamaram parava sempre que encontrava um barco de pescadores para comprar lagostas ou peixe a troco de uma garrafa de Rum. As lagostas eram para vender a bordo, mas o peixe era para eles.






Entretanto começámos a ficar com calor e fomo-nos despindo (mal sabíamos que estávamos a cozinhar um escaldão…) e quando chegámos ao locar onde iríamos tomar banho já estávamos só em fato de banho. O local era uma espécie de canal onde mal cabia o barco entre Cayo Blanco e outra ilha qualquer inabitada e com ar de pântano. A água era um pouco verde, mas límpida o suficiente e bastante fria… nós, que dado o mau tempo não tínhamos levado toalha de praia fomos pedir a tripulação uma toalha para nos secarmos depois do banho, mas claro que eles não tinham. Mesmo assim resolvemos ir… a Vaselina foi logo e eu, bastante hesitante, lá fui. A água estava gelada, não havia corais para ver o fundo era lodo, mas mesmo assim valeu a pena – foi o nosso único banho de mar (se é que se pode chamar mar ao sítio onde estávamos) em Cuba.

Depois de secos atracámos em Cayo Blanco onde uma rapariga francesa extremamente simpática (e que por estranho que pareça falava bom inglês) se ofereceu para tirar uma foto a mim e á Vaselina, desde que em seguida eu lhe tirasse uma foto a ela e aos seus amigos. Claro que acedi. Esta rapariga revelou-se mais tarde uma preciosa ajuda à Vaselina que saiu da casa de banho com os óculos de sol emaranhados no cabelo e a rapariga ajudou-a a livrar-se deles.

Como ainda faltavam cerca de 45 minutos para o almoço, fomos fazer reconhecimento à ilha, que para além de uns monumentos para turista ver, da praia e do restaurante-bar não tinha mais nada excepto território por desbravar. Além disso, era difícil caminhar na areia pois não era macia e magoava os pés. Após concluído o reconhecimento encontrámos duas espreguiçadeiras debaixo de um chapéu-de-sol (feito de palha) e deitámo-nos um pouco.

O almoço, além de pouco não era grande coisa, apenas havia frango… mas como a fome já apertava, comeu-se tudo. Voltámos a praia, e à hora combinada voltámos para o barco… claro que ainda lá não estava ninguém… Será que alguém cumpre horários neste país?

Quando finalmente zarpámos, seguimos em direcção a Varadero e ao fim da nossa viagem. Por esta altura já os nossos escaldões se faziam notar de forma inequívoca…







Autocarro para o hotel – enquanto íamos levar as outras pessoas ao hotel, ficámos a conhecer um pouco de Varadero, uma vez que esta seria a única vez que saíamos do hotel com excepção do dia seguinte para a viagem de regresso. Fomos até um hotel que ficava perto do parque natural de Varadero.

De volta ao hotel, tomámos outro belo banho de água quente e cobrimo-nos de creme hidratante para tentar remediar o mal que tinha sido feito.

Jantar no self-service e depois de jantar enquanto fumava um charuto tomámos um daikiri (de morango) na esplanada do edifício principal.

22:00h – Sexo na casa de banho e dormir.



01-03-2004 - Varadero - La Habana - Madrid

Ao acordar a Vaselina reparou que tínhamos uma carta da Soltour a avisar que o nosso voo de regresso estava overbooked e que por causa disso iríamos sair as 15:30h para Havana, ao invés das 16:00h previamente combinadas. O nosso voo para Espanha partia às 21h40min.

Levantámo-nos cedo e vestimos os fatos de banho, mas logo após o pequeno-almoço eu desisti, já não queria tomar banho de mar ou de piscina, estava farto de apanhar frio. A Vaselina concordou e decidimos ir fazer (mais) umas comprinhas de ultima hora, fazer as malas e dar uma volta pelos jardins do hotel onde tirámos as últimas fotos, em seguida fizemos check-out do hotel e guardámos as bagagens na sala apropriada.

Felizmente aquando do check-out não nos tiraram as pulseiras e em seguida fomos almoçar. No final do almoço ainda me tentaram vender uns charutos. Tendo terminado todas as nossas refeições em Cuba, acabámos por não comer a banana (plátano) frita. Depois de almoço, charuto e uma piña colada no bar da piscina onde me tentaram vender Rum. Devolvemos as toalhas e recuperámos a caução que tínhamos pago.

Fomos buscar as bagagens e ficámos à espera do transporte para Havana, que se verificou ser um autocarro que foi buscar gente a outros hotéis entre os quais alguns portugueses.




Chegados ao aeroporto, o caos, a anarquia e a confusão. Não existem indicações para nada, apenas se viam duas filas enormes (no momento em que chegámos havia uma fila para a Air France e outra para a Air Jamaica), depois de perguntar a umas quantas pessoas, chegámos à conclusão que seria a fila que dizia Air Jamaica. Após estarmos há algum tempo neste fila, começámos a ver o nosso voo nos placards electrónicos (Air Europa, Madrid UX051). Descobrimos que para saber informações concretas podíamos perguntar aos funcionários vestidos de verde. Mais uma vez perguntámos a uma dessas funcionárias, que nos confirmou que estávamos na fila certa, passando apenas a haver um problema naquela altura… estavam cerca de 250 pessoas nossa frente… e o avião podia levar no máximo 350 pessoas….

Quando finalmente chegámos ao balcão de check-in percebemos que não iríamos ter lugares juntos… 8 horas de viagem e ainda por cima separados… bonito… pelo que percebi até tivemos sorte porque houve pessoas que ficaram em terra e nós pelo menos já tínhamos os nossos lugares assegurados.




Claro que ainda tínhamos que pagar $25 (chulos!) para sair do país, mas nós já íamos prevenidos e não tivemos problemas. Fomos comer uma sandwich à sala VIP, sim porque nós não fazemos por menos… e em seguida fizemos umas comprinhas. Eu queria comprar um livro para me fazer companhia na viagem e a Vaselina queria mais uma T-Shirt do Che. Quando acabámos as compras fomos para a porta de embarque. Para acedermos à porta de embarque tivemos que passar pelo balcão da emigração onde só pode ir uma pessoa de cada vez (quando chegámos a Cuba foi a mesma coisa mas ao contrário). Acho que esta medida serve para se demorar ainda mais tempo.

Tínhamos combinado pedir para trocar aos nosso companheiros de ocasião, uma vez que íamos na lateral, qualquer uma das pessoas que se sentassem ao nosso lado estariam tão deslocadas quanto nós… a da Vaselina chegou 1º… era portuguesa… e apesar de estar interessada numa troca, não quis trocar uma vez que o grupo dela estava a frente e eu estava atrás…

Passado algum tempo veio o meu companheiro… pedi-lhe e ele acedeu… claro que a companheira da Vaselina lhe pediu também para trocar e ele (excelente pessoa) depois de se queixar um pouco lá acedeu. Ficámos todos felizes com as trocas, excepto provavelmente o meu ex-companheiro.






Despeço-me de Cuba com alguma saudade e nostalgia. Apesar de tudo o que correu mal, foi a minha 1ª grande viagem ao país que sempre desejei visitar. Esta tinha tudo para ser a minha viagem de sonho não fossem as expectativas demasiado altas. Cuba é um País lindo e Havana é uma cidade espectacular. Os Cubanos é que estragam tudo e tornam o que seria uma experiência agradável num sufoco. As Cubanas também não ajudam, mas por cauda do farto bigode que ostentam com orgulho. Mesmo as mais novas e giras desapontam ao observar o pêlo na venta. Acho que é para homenagear o Ché e o Fidel que não cortam o bigode.

Após as hospedeiras servirem o jantar, comecei a dormir e dormi a viagem toda… fui uma grande companhia para a Vaselina… pelo menos dormi perto dela.





02-03-2004 - Madrid - Lisboa

Chegada a Madrid perto das 13 horas da tarde (menos uma hora em Portugal). Tentámos fazer check-in na Portugália, mas claro que o balcão estava fechado, apenas abria 2h antes do voo (que só partia às 19h). Tivemos que andar durante toda a tarde com as malas, inclusive quando fomos almoçar.

Finalmente o check-in, éramos os primeiros da fila (tal não era a vontade de nos vermos livres das malas). Quando já faltava pouco tempo para entrarmos a bordo do ALBATROZ da Portugália liga o Jean-Marie a oferecer-se para nos ir buscar ao aeroporto. Aceitámos, claro. No nosso voo vinha a fadista Mariza.

Eis senão quando estamos de volta à pátria (pouco) amada. O Jean-Marie estava a nossa espera. Levou-nos para casa e nós em seguida levámo-lo a jantar como forma de agradecimento… ou talvez não… é que o Leão da Vaselina tinha ficado sem bateria e tivemos que ir no carro do Jean-Marie jantar ao Duque’s que, não tinha água, logo não se podia usar a casa de banho nem beber café… nem em Portugal nos livramos destas cenas do arco da velha…




Depois de jantar fomos tomar café numas bombas de combustível, ligamos o carro Jean-Marie ao da Vaselina usando os cabos do Jean-Marie e ele lá funcionou… despedimo-nos e fomos dar uma volta de Leão para carregar a bateria

E assim chegámos ao fim da nossa aventura cubana…

02:00h -> 03-03-2004 – Sexo na cozinha e dormir



The End

E lembrem-se, não se deixem apanhar.