segunda-feira, 22 de agosto de 2016

K31 - Apresentação









Olá a todos. É com grande orgulho que apresento a minha mais recente aquisição. Trata-se da carabina K31, conhecida erradamente como Schmidt Rubin K31. Isto não é uma review, trata-se apenas de uma pequena introdução e apresentação. Mais tarde iremos publicar alguma informação histórica e, quando já tivermos bastante experiência com a arma, a respetiva review.

Como alguns de vós sabem, sou detentor da licença de uso e porte de arma para tiro desportivo e fiz, recentemente upgrade para a licença federativa B. Há muitos anos que pretendia fazer o upgrade para poder comprar uma carabina Mauser K98k, que me permitisse, para além da utilização de recreio, participar em provas ISSF, de percussão central. O meu objetivo foi sempre o de adquirir uma qualquer variante da Mauser, em calibre 8 mm Mauser, que me permitisse também participar nas provas de carabina de ordenança.

Então se o objetivo era uma Mauser como é que acabei com uma K31? A K31 nem sequer pode ser usada nas provas de carabina de ordenança…




A resposta mais obvia está relacionada com o preço. A K31 custa significativamente menos que uma Mauser em bom estado. Para além disto, cada munição de calibre 7,5x55 mm custa cerca de metade do preço das 8 mm Mauser. Como pretendo disparar bastante nas provas e nos treinos este foi um fator decisivo na escolha da K31 face à K98k.

Para além do preço, a precisão também teve bastante peso na escolha da K31, que, em idêntico estado de conservação, é considerada mais precisa que a K98k por inúmeros atiradores. Fui advertido por vários atiradores desportivos para o facto de haverem muitas Mauser que não agrupam bem. Isto pode dever-se ao cano em mau estado, ao mau estado de geral das armas, ao gatilho mais pesado, ou ao recuo mais acentuado.

A K31 é também mais evoluída tecnicamente que a K98k. Dispõe de um carregador amovível com capacidade para 6 munições, face ao carregador fixo da Mauser com capacidade para apenas 5 munições. Também considero o modo de operação da K31 mais evoluído tecnicamente que o tradicional ferrolho rotativo da K98k. A K31 não tem um ferrolho tradicional, no seu lugar tem um manobrador linear para um obturador de cabeça rotativa. O acionamento linear do manobrador da K31 tornam a sua operação mais simples e rápida.




A compra da K31 não invalida a compra de uma Mauser num futuro próximo, criando oportunidade para fazer um comparativo entre elas.

Neste momento estou satisfeitíssimo com a minha aquisição. Tenho cerda de 200 disparos efetuados com ela. O acionamento do manobrador manual é muito suave, fácil e rápido, tornando a operação da arma muito agradável. O recuo é acentuado, mas não tão violento que se torne desagradável ou doloroso ao fim de alguns disparos. A arma é muito precisa, está em perfeitas condições mecânicas e, em bom estado geral. Claro que já lhe falta alguma da oxidação de fábrica, mas não tem vestígios de ferrugem. A  coronha tem bastantes marcas de utilização, que lhe conferem algum caráter. Infelizmente também tem alguns desenhos de caveiras e tíbias que a desvalorizam um pouco. Felizmente que estas marcas não são muito vincadas. Para além da coronha, também tem o zarelho do fuste empenado, mas, como esta peça não tem número de série, será substituida brevemente. Todos os números de série das várias peças são coincidentes.



Não podia esperar melhor de uma arma datada de 1937.

Espero que tenham gostado desta apresentação da K31. Se gostaram, partilhem-na nas vossas redes sociais e cliquem no botão gosto.

E lembrem-se, não se deixem apanhar.