terça-feira, 29 de março de 2016

Review - ASG STI Duty One Blowback






Filosofia de Uso
    - Recreio
    - Iniciação ao tiro
    - Treino

Calibre - 4,5 mm / .177

Dimensões e peso
    - Comprimento Total -  22 cm
    - Comprimento Cano -   4,6 ’’
    - Peso - 820 g

Gatilho
    - 2 tempos
- Curso muito longo
-  Muito pesado
    - 2, numa escala de 1 a 5

Miras
- Fáceis de adquirir
- Mira traseira ajustável em deriva
- 3, numa escala de 1 a 5

Precisão - 2, numa escala de 1 a 5

Qualidade de construção - 3, numa escala de 1 a 5

Ergonomia - 3, numa escala de 1 a 5

Facilidade de utilização
    - Fácil de operar
    - Segurança muito fácil de operar e eficaz.
    - 5, numa escala de 1 a 5

Durabilidade - 4, numa escala de 1 a 5

Valor - 4, numa escala de 1 a 5
   
Design / Semelhança com a arma original - 4, numa escala de 1 a 5

Energia
    - Velocidade média (5 tiros), com esferas ASG Blast Round BB Aço - 105,8 m/s
- Joules Calculados com chumbo Gamo Match - 2,0 J
- 1, numa escala de 1 a 5

Classificação final - 3, numa escala de 1 a 5






Olá a todos e bem vindos à minha review da ASG STI Duty One Blowback. Esta arma pode ser adquirida em Portugal de forma livre por maiores de 18 anos. Trata-se de uma réplica da pistola tipo 1911, STI Duty One, produzida pela ASG. É uma pistola de CO2, destinada à iniciação ao tiro de recreio.

A principal preocupação de quem manuseia armas deve ser a segurança, portanto, vamos certificar-nos que a arma se encontra em segurança. Para garantir isto, basta apenas retirar o carregador da empunhadura. Isto deve-se ao facto de, apenas ao puxar o gatilho ser retirada uma esfera do carregador para ser colocada na câmara. Ao puxar a corrediça atrás apenas se arma o cão, não se coloca nenhuma esfera na câmara. Isto quer dizer que a câmara está sempre vazia até ao momento do disparo. É também importante verificar se está instalada uma botija CO2 de na empunhadura pois uma descarga inadvertida de CO2 pode provocar danos se for feita na direção dos olhos.

O manuseamento de armas, sejam ela de ar comprimido, de CO2, ou de fogo deve ser sempre feito usando óculos de segurança. Estes óculos adquirem uma importância superior no caso das armas de CO2 que disparam esperas de aço porque estas são muito suscetíveis a ricochetes, principalmente quando disparadas a curta distância.

Agora que já sabemos que a arma se encontra em segurança, vamos falar um pouco mais das suas caracteristicas:

A Duty One é uma pistola de CO2, que usa uma botija descartável de 12g de dióxido de carbono. Na caixa vem a pistola, 1 carregador e uma chave sextavada para ajuste em deriva  da mira traseira. Não estão incluídas esferas nem botijas de CO2.

Esta arma pesa 820 g descarregada, mede 22 cm de comprimento total e tem um cano de 4,6 polegadas. Tem um carril Picatinny na parte inferior do cano, à frente do guarda-mato, para instalação de acessórios.

As miras são decentes para o tiro de recreio. São fáceis de adquirir e de boas dimensões. A mira traseira é ajustável em deriva o que me permitiu corrigir facilmente o desvio para a direita que a minha arma apresentava. Gostava também de poder regular o tiro em altura pois a minha arma dispara ligeiramente abaixo daquilo a que estou habituado para a imagem de miras que prefiro. Classifico as miras com 3 numa escala de 1 a 5. 



O gatilho, apenas de ação simples, tal como os da maioria das armas de CO2 é mau, muito mau mesmo. Durante o primeiro tempo, é retirada uma esfera de aço do carregador e colocada na câmara. O primeiro tempo é bastante longo e leve. Pelo contrário, o segundo tempo, que liberta o cão e permite que este se abata sobre a válvula do CO2, libertando o gás necessário para o disparo, tem um curso curto mas é extremamente pesado. Esta configuração do gatilho é eficaz e muito segura, mas não contribui em nada para a precisão nem para a rapidez dos disparos. A forma mais eficaz de disparar esta arma é usando os estágios do gatilho separadamente ou seja, quando se quer produzir um disparo, não se deve arrastar o gatilho continuamente desde o seu ponto de repouso até ao fim do segundo tempo, num movimento único. Pelo contrário, deve-se arrastar o primeiro tempo completamente, estabilizar a arma no alvo e só depois, puxar o segundo tempo. Classifico o gatilho com 2 em 5. Este só poderia ser pior se fosse de ação dupla.

Tenho que apresentar algumas críticas relativas à ergonomia desta STI Duty One. O principal problema que tenho com a ergonomia, deve-se, a não conseguir uma empunhadura decente com as duas mãos na arma. Ao usar a moderna empunhadura com ambos os polegares para a frente, acontece-me uma de 2 coisas. Ou fico com os polegares demasiado acima na arma interferindo com o funcionamento da corrediça e da sua tranca ou, se segurar a arma um pouco mais abaixo, o meu dedo do gatilho colide com a palma da minha mão de apoio baixando a precisão. Nos primeiros tempos de utilização desta arma acontecia-me regularmente ativar a tanca da corrediça inadvertidamente durante os disparos. Com o passar do tempo deixou de acontecer, sem que tenha percebido porquê. Os controlos estão bem posicionados, com a ergonomia típica das 1911 e que apesar de não me convencer, é aclamada há mais de 100 anos por inúmeros atiradores. Classifico a ergonomia com 3 numa escala de 1 a 5.





Relativamente à precisão, não deve ser surpresa para ninguém que uma arma com cano de alma lisa que dispara esferas de aço seja pouco precisa. Claro que isto não quer dizer que seja impossível acertar no alvo. A precisão é suficiente para se acertar em latas e alvos do género a distâncias até 15 m com consistência, mas para quem gosta de fazer um alvo de papel com os impactos todos colados em cima uns dos outros vai ser uma grande desilusão. Acima dos 10 m de distância é necessário compensar em altura para se acertar no alvo. Os melhores resultados são conseguidos entre os 5 e os 8 m. Classifico a precisão com 2 em 5.

Em relação ao design, apesar de não ser um grande adepto do desenho das 1911, considero-o apelativo. Considerando que esta é uma espécie de réplica de uma variante da 1911 tenho que dar uma boa classificação pois, como réplica, está bastante bem conseguida. À exceção do gatilho, esta ASG está quase idêntica à original. Todos os controlos funcionam da mesma forma que a original, o peso é aproximado e as dimensões são exatas. Comprei um coldre da SIG para uma pistola tipo 1911, de fogo, com carril e esta ASG encaixa lá na perfeição. Apesar de ser facilmente perceptível que esta não é uma arma de fogo, tenho que lhe atribuir uma classificação alta pois é uma reprodução bastante fiel da sua “irmã” de fogo.  Classifico o design com 4 numa escala de 1 a 5.




Devido à sua fraca potência, esta arma produz muito pouco ruído. Creio que a versão não blowback é ainda mais silenciosa

A velocidade dos disparos e respetiva energia está ao nível do que a marca anuncia, entre 1,6 e 2 J. Esta arma com cano de alma lisa é, claramente, uma arma para desenhada curtas distâncias, portanto, a energia que desenvolve está perfeitamente adequada para tiros de recreio a distâncias até 10 m. Com alguma compensação conseguem efetuar-se disparos a 15 ou 20 m mas,  na minha opinião, o limite útil desta arma são mesmo os 10 m.

Arma
Munição
Peso (gr)
Velocidade m/s
Energia (J)
ASG STI Duty One
ASG Blast Round BB Aço
5,4
105,8
1,96




Classificação final, 3 numa escala de 1 a 5. Esta é uma classificação neutra porque a minha opinião sobre esta ASG tem altos e baixos. Por um lado gosto bastante da qualidade de construção e do aspeto visual dela. Por outro lado os resultados que consigo ao dispará-la desiludem-me bastante. O gatilho é bastante mau e o facto de disparar esferas de aço num cano de alma lisa também não ajuda. Para piorar as coisas, a arma disparava para a direita, o que foi facilmente corrigido com a regulação da mira traseira. Já o facto do ponto de impacto ser abaixo da imagem de miras que uso só se consegue corrigir compensando em altura e tapando o alvo com as miras. Confesso que, a certa altura, a minha desilusão com a arma era tal que nem sequer ponderava escrever e publicar esta review. Habitualmente não faço reviews de produtos de que não gosto, porque não quero publicar algo apenas para mandar abaixo um produto.

A minha opinião foi mudando gradualmente quando vários amigos meus, inexperientes, experimentaram esta ASG, fazendo tiro a objetos colocados a curta distância e a adoraram. A distâncias entre os 3 e os 8 m é fácil acertar em objetos do tamanho de uma lata de refrigerante. Os atiradores iniciados gostam da semelhança que tem com uma arma de fogo e do funcionamento “blowback” que ajuda a potenciar a sensação de se estar a disparar uma arma de fogo real. Toda a gente já viu, no cinema, uma arma do tipo 1911 e isto faz com que os atiradores inexperientes se sintam atraídos para esta ASG, ignorando armas de melhor qualidade e mais precisas. Já fiz a experiencia algumas vezes de colocar lado a lado esta ASG e outras armas de ar comprimido tais como a Steyr LP 10 e algumas carabinas de qualidade, e os atiradores iniciados escolhem sempre a ASG para disparar em primeiro lugar.

Só comecei a dar o devido valor a esta arma depois de perceber o seu verdadeiro propósito que é a iniciação ao tiro de recreio. Conheço várias pessoas que não era atiradores e que passaram a ser devido a esta ASG ou a armas do mesmo género que permitem mostrar de forma segura quanto é divertida a prática do tiro de recreio e desportivo, sem terem necessidade de toda a burocracia que envolve as armas de fogo.



Recomendo sem reservas esta arma a quem não tenha experiência no tiro e queira comprar a sua primeira arma para experimentar e iniciar a prática do tiro de recreio, informal, sem burocracias e sem custos elevados.


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E lembrem-se, não se deixem apanhar!