quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Review - Ruger Mark III Competition Target




Filosofia de Uso
- Tiro recreativo
- Competição


Calibre - .22 L.R.


Dimensões e peso
- Comprimento Total -  28,2 cm
- Comprimento Cano -   6,9 ’’
- Peso - 1,276 kg


Miras
- Excelentes, fáceis de usar.
- Grandes dimensões.
- Necessária chave de fendas para regular a altura e a deriva
- 5, numa escala de 1 a 5







Gatilho
- 1 tempo
- Relativamente preciso.
- Demasiado pesado
- 3, numa escala de 1 a 5


Fiabilidade - 5, numa escala de 1 a 5


Qualidade de construção - 5, numa escala de 1 a 5


Ergonomia - 5, numa escala de 1 a 5


Facilidade de utilização
- Demasiado grande e pesada.
- O processo de montagem é relativamente difícil.
- 3, numa escala de 1 a 5








Durabilidade - 5, numa escala de 1 a 5


Valor - 4, numa escala de 1 a 5
Design  - 4, numa escala de 1 a 5


Energia
- Velocidade média com munições American Eagle de 36 gr - 345 m/s..
- Média de 139 J de energia.
- 4, numa escala de 1 a 5

Classificação final - 5, numa escala de 1 a 5








Olá a todos e bem vindos à minha review da Ruger Mark III Competition Target. Esta arma pode ser adquirida em Portugal com uma licença para uso e porte de arma de tiro desportivo. Tal como o nome indica é uma arma muito precisa mas que não está ao nível das pistolas de competição de gama mais alta. Está a meio caminho entre uma arma de recreio e uma arma de competição

A principal preocupação de quem manuseia armas de fogo deve ser sempre a segurança, portanto, vamos certificar-nos que a arma se encontra em segurança. Vamos retirar o carregador, puxar a corrediça à retaguarda e inspecionar visual e fisicamente se existe alguma munição na câmara, após essa verificação libertar a corrediça á frente e efetuar o disparo de segurança para uma área limpa e segura

Nunca se deve manusear uma arma de fogo sem se ter executado os passos descritos anteriormente.

Agora que já sabemos que a arma se encontra em segurança, vamos falar um pouco mais das suas características:






Mark III é uma pistola semi-automática de calibre .22 Long Rifle. Na sua caixa vêm incluídos 2 carregadores de fileira simples com capacidade para 10 munições cada um. É construída em aço inoxidável com uma qualidade acima de qualquer suspeita.

O desenho é inspirado na Baby Nambu, Japonesa. Bill Ruger adquiriu uma Nambu a um militar acabado de regressar da guerra e conseguiu reproduzi-la na sua garagem. Com base no que aprendeu Bill Ruger fez modificações ao nível do mecanismo e do calibre utilizado, alterando-o para .22 LR lançando aquela que hoje é conhecida como a Ruger Standard e que deu origem ao modelos Mark I, Mark II e Mark III. Esta foi a primeira arma produzida pela Ruger e é hoje, nas suas versões Standard, Mark I, II e II, a pistola semi-automática mais vendida em todo o mundo no calibre .22 LR.

O carregador tem uma patilha lateral, que permite pressionar a respetiva mola, de forma a facilitar a introdução das munições. Esta característica é comum  a quase todos os carregadores de pistola de calibre .22.






As miras são bastante boas, sendo a massa de mira fixa e a alça regulável em altura e em deriva. Devido à vibração causada pelos disparos o parafuso que segura a massa de mira tende a ficar solto. A Ruger recomenda que se use um pouco de Super Cola 3 para evitar ter que se andar constantemente a apertá-lo. Fiz isto na minha e nunca mais se soltou.

Esta arma pesa 1,276 kg descarregada, mede 282 mm de comprimento total e tem um cano de 6,88 polegadas. A embalagem traz um carril tipo Weaver para acessórios que pode ser instalado na parte superior da arma. Os parafusos que seguram o carril ao corpo da arma soltam-se devido à vibração produzida pelos disparos. Tal como no caso da massa de mira, deve ser considerada a opção de os colar com Super Cola 3 para evitar a sua perda. A própria marca, no manual de operação, recomenda que se colem os parafusos.

A Mark III funciona com cão interno ao contrário da Baby Nambu, onde a mola principal atua diretamente sobre o percutor. A operação é feita por ação indireta dos gases ou seja pelo recuo.

O gatilho funciona apenas em ação simples, o que quer dizer que tem que ser sempre armado pelo movimento da corrediça à retaguarda. Tal como a Nambu é uma arma muito precisa,  devido ao seu cano de excelente qualidade e ao gatilho muito suave e relativamente leve.



Nas armas de percussão anelar não se deve disparar a seco pois o percutor embate diretamente na parede da câmara danificando-a, e danificando-se a si próprio. Recomendo o uso de um casquilho vazio ou de protetores de plástico como este que estou a usar nesta arma.

A Mark III tem 5 mecanismos de segurança:

    1- Segurança manual do lado esquerdo. Esta segurança apenas é passível de ser ativada se o mecanismo de disparo (cão) estiver armado. Não         recomendo a utilização desta segurança por períodos muito grandes pois a mola principal encontra-se sob tensão.

    2- Chave de segurança que permite trancar a segurança manual quando esta está ativada, impedindo a sua desativação.

    3- Equipada com um cadeado para trancar a ação da corrediça. Este cadeado apenas pode ser instalado se o mecanismo de disparo estiver armado. Pessoalmente não gosto de deixar as molas em tensão nas armas pelo que não recomendo a utilização deste cadeado.

    4- Segurança de carregador. Mark III não dispara se não tiver o carregador inserido mesmo que tenha uma munição na câmara.

    5- Indicador externo de cartuxo na câmara que indica se se encontra uma munição na câmara. Este revelou-se frágil, na minha arma, partindo-se devido à utilização de munições de má qualidade.




É uma arma extremamente fiável, funcionando na perfeição com todo o tipo de munições, mesmo as de mais baixa qualidade. As únicas munições que causaram problemas sérios foram as Hansen, de origem Jugoslava que partiram o indicador de munição na câmara.

Como principal desvantagem, aponto o peso. 1 kg e 300 g é muito peso para se segurar apenas com um braço enquanto se tentam manter as miras alinhadas sobre um alvo a 25 m, numa prova ou sessão de treinos. Numa sessão de tiro informal, apoiando a arma com ambas as mãos o peso deixa de ser um problema.






Outro ponto negativo é o seu tamanho. Pessoalmente acho que uma arma mais pequena é mais prática e divertida de disparar. Quando disparo informalmente sobre alvos a curta distância escolho a P22. A Mark III é a minha primeira escolha apenas para alvos a grande distância.

A última falha que quero apontar é muito subjetiva, mas como esta é a minha review vou apontá-la na mesma. A puta da arma é feia que se farta. Agora que já disse isto já estou mais aliviado. Na minha opinião todas as Ruger da série Mark I, II ou III são bastante feias. O meu lado feminino diz-me que uma arma tem que ser bonita, e esta, pura e simplesmente não é.



Muita gente se queixa que está é uma arma difícil de desmontar e montar. Pessoalmente não concordo. Se as instruções que do manual forem seguidas à letra e pela ordem indicada, é um processo bastante fácil. Na minha opinião esta arma é muito mais fácil de montar que a P22.

Como conclusão quero referir que, se só pudesse ter uma pistola no calibre .22 LR, a minha escolha iria recair sobre esta arma devido ao facto de funcionar com todo o tipo de munições e de apresentar um excelente compromisso entre diversão e precisão.



Arma
Munição
Peso (gr)
Velocidade (m/s)
Energia (J)
Ruger Mk III CompetitionTarget
Aguila Super Extra Subsonic
38,00
297,1
108,7
Ruger Mk III CompetitionTarget
American Eagle Copper Plated HP
38,00
339,3
141,9
Ruger Mk III CompetitionTarget
American Eagle Lead Solid
40,00
359,9
167,9
Ruger Mk III CompetitionTarget
CCI Mini-Mag Copper Plated Round Nose
40,00
346,6
155,8
Ruger Mk III CompetitionTarget
CCI Stinger Copper Plated Hollow Point
32,00
453,4
213,2
Ruger Mk III CompetitionTarget
Geco Pistol
40,00
310,9
125,3
Ruger Mk III CompetitionTarget
RWS High Velocity Hollow Point
40,00
375,2
182,5
Ruger Mk III CompetitionTarget
SK High Velocity
40,00
337,9
148,0
Ruger Mk III CompetitionTarget
Winchester Super X Round Nose Copper Plated
40,00
373,5
180,8



E lembrem-se, não se deixem apanhar.